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MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) - O Sindicato de Enfermagem, SATSE, reivindicou a detecção automática dos riscos psicossociais num posto de trabalho, nas suas alegações ao anteprojeto de lei de modificação da Lei 31/1995, de Prevenção de Riscos Laborais, que se encontra atualmente em fase de consulta pública.
Além disso, solicitou ao Governo e às comunidades autónomas que promovam, no âmbito da saúde, a deteção ex officio e por iniciativa própria de possíveis riscos psicossociais quando se realiza uma determinação dos riscos de um posto de trabalho, em vez de ser o trabalhador que o solicita expressamente à administração ou ao empregador correspondente. O Sindicato já vem apresentando essa demanda nas diferentes mesas e fóruns de diálogo com o Ministério e as secretarias de Saúde, bem como com as empresas privadas de saúde.
A SATSE rejeita que, como acontece atualmente, seja o profissional que tenha de solicitar uma análise dos riscos psicossociais do seu posto de trabalho, uma vez que estes devem ser analisados e avaliados em todas as esferas e de forma integral, a fim de adotar as medidas necessárias para evitar as suas consequências na saúde dos trabalhadores (stress, síndrome de Burnout, ansiedade, depressão, etc.).
O sindicato destaca que, de acordo com pesquisas periódicas realizadas pela organização, nove em cada dez enfermeiras afirmam sofrer de estresse e sete em cada dez profissionais, de síndrome de Burnout (esgotamento profissional). Além disso, nove em cada dez sofrem de nervosismo, ansiedade, medo, angústia e distúrbios do sono e oito em cada dez, de distúrbios do apetite.
A SATSE enfatiza que enfermeiras e fisioterapeutas são grupos profissionais especialmente expostos à maioria dos riscos psicossociais identificados pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (INSST) e pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), como carga de trabalho excessiva, falta de autonomia, agressões, assédio no trabalho e assédio sexual ou por motivos de gênero, precariedade e instabilidade no trabalho e dificuldades de conciliação. Além de um trabalho de detecção prévia e de ofício dos possíveis riscos psicossociais, a SATSE reclama que os serviços de prevenção de riscos laborais realizem avaliações periódicas dos postos de trabalho. O problema atual, destaca, é que esses serviços costumam agir quando um problema já surgiu, e não de forma preventiva. A SATSE também enfatiza o fato de que seu trabalho se concentra fundamentalmente nos riscos físicos e praticamente não leva em consideração os riscos psicossociais. Além disso, é necessário aumentar o número de profissionais que trabalham nos serviços de prevenção porque, atualmente, eles estão subdimensionados e não conseguem assumir o volume de trabalho existente, conclui.
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