Publicado 26/02/2025 07:47

A SATSE solicita que o governo e as regiões autônomas cheguem a um acordo para aumentar o financiamento da saúde.

Archivo - Arquivo - A presidente do Sindicato dos Enfermeiros (SATSE), Laura Villaseñor.
SATSE - Arquivo

Dentro da estrutura do Conselho de Política Fiscal e Financeira

MADRID, 26 fev. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) pediu ao Governo e às comunidades autônomas que cheguem a um acordo, no âmbito do Conselho de Política Fiscal e Financeira (CPFF), para aumentar de forma "equilibrada e equitativa" os recursos econômicos destinados a todos os serviços de saúde.

A SATSE lamenta que, na reunião desta quarta-feira do CFPP, "a reforma do sistema de financiamento regional não seja finalmente abordada", pois entende que "é urgente chegar a um novo modelo que garanta um maior orçamento público para o Sistema Nacional de Saúde (SNS)".

Sobre este ponto, o sindicato sublinha que o "mau funcionamento" do sistema e as "péssimas condições de trabalho" dos seus profissionais se devem a um "subfinanciamento histórico e intencional" por parte das administrações públicas no seu conjunto que, "mesmo depois da pandemia de Covid-19, não dão prioridade à melhoria dos cuidados de saúde às populações".

NECESSIDADES

O sindicato destacou que o "Relatório do Sistema Nacional de Saúde 2023" do Ministério da Saúde indica que os gastos com saúde pública representam 7,8% do PIB, alocando uma média de 2.001 euros para cada habitante. "Um valor insuficiente e desigual por Região Autônoma, que não responde às necessidades atuais do sistema de saúde, seus profissionais e pacientes", segundo o SATSE.

"O aumento progressivo das listas de espera para se submeter a uma cirurgia ou ir a um especialista ou centro de saúde, salas de emergência em colapso, profissionais sobrecarregados e sobrecarregados, incapazes de fornecer cuidados e atenção ideais, são consequências do mesmo problema de entender a saúde como uma despesa em vez de um investimento e não entender os benefícios relacionados à aposta em uma cultura preventiva", aponta o sindicato.

Nesse sentido, o SATSE reitera que qualquer sistema de saúde "não só melhora a saúde das pessoas", mas é, por si só, "um motor de desenvolvimento econômico e social, conforme confirmado por inúmeros estudos e análises realizados por organizações internacionais e nacionais".

"POLÊMICAS ESTÉREIS".

O SATSE também criticou o fato de o governo e a oposição se envolverem em "polêmicas estéreis" sobre a distribuição de fundos "dependendo da cor política da região autônoma ou com base nas alianças feitas entre alguns partidos e outros, em vez de trabalharem juntos para alocar recursos públicos para o que é realmente necessário e beneficia a sociedade como um todo".

O sindicato salienta que o aparente consenso político alcançado para melhorar o NHS após a pandemia de Covid-19, e refletido no parecer da Comissão para a reconstrução social e econômica, "explodiu" e um sistema de saúde que mais uma vez foi abandonado à sua sorte "cortado, precário e negligenciado".

Uma situação que, além de prejudicar os pacientes, "precariza ainda mais a realidade laboral dos enfermeiros e fisioterapeutas" que trabalham com "menos pessoal, menos recursos, menos estabilidade, menos conciliação e menos reconhecimento salarial", conclui a organização sindical.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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