Publicado 27/02/2026 06:51

SATSE solicita enfermeiras escolares em todas as escolas para cuidar da saúde mental de crianças e adolescentes

Archivo - Arquivo - Retrato de criança com consulta médica. Amígdalas
MACNIAK - Arquivo

No âmbito do Dia Mundial de Conscientização sobre a Automutilação, a SATSE destaca o papel das enfermeiras MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato de Enfermagem (SATSE) reivindicou, por ocasião do Dia Mundial de Conscientização sobre a Automutilação, a presença de enfermeiras em todos os centros educacionais para prevenir, detectar e acompanhar casos de alunos com problemas de saúde mental que possam resultar em automutilação sem intenção suicida.

Desta forma, o SATSE junta-se ao resto de organismos e organizações que querem visibilizar e quebrar os estigmas em torno deste tipo de comportamentos que ocorrem, fundamentalmente, na adolescência, e que diferentes estudos apontam para um aumento progressivo de casos ao longo dos últimos anos.

Nesse contexto, o Sindicato lembra que um estudo recente da Universidade Rey Juan Carlos conclui que mais da metade dos menores de idade e cerca de oito em cada dez jovens entre 18 e 30 anos afirmam conhecer alguém que se automutilou em algum momento da vida.

Na mesma linha, uma pesquisa realizada pela SATSE e ANPE entre enfermeiras escolares revelou que 65,9% dessas profissionais conheciam algum caso de automutilação e/ou tentativa de suicídio entre seus alunos.

Diante dessa realidade, o Sindicato ressalta a necessidade de que as secretarias de Saúde e Educação de todas as comunidades autônomas priorizem a contratação de enfermeiras em escolas e institutos, pois, em sua opinião, sua implantação é “muito escassa e desigual”. “Trata-se de uma demanda que famílias, professores e o resto da comunidade educacional reivindicam em conjunto há anos”, afirma.

O SATSE enfatiza que os anos da infância e adolescência são etapas decisivas no desenvolvimento e aquisição de hábitos e comportamentos por parte de qualquer pessoa, daí a importância de haver enfermeiros nas salas de aula que possam trabalhar, juntamente com o resto da comunidade educativa e outros profissionais de saúde, na abordagem da crescente incidência de problemas de saúde mental entre crianças e jovens.

Além de exigir a implantação da figura da enfermeira escolar nos diferentes âmbitos de negociação em que está presente, a SATSE organiza e participa de jornadas informativas e de sensibilização, como a realizada esta semana em Múrcia, para colocar o foco social na importância de cuidar da saúde, não apenas física, mas também mental e emocional, da infância e da adolescência.

“A realidade atual da saúde mental na infância e adolescência é muito preocupante, com um aumento drástico na prevalência de transtornos nos últimos anos e, infelizmente, as administrações não estão destinando os recursos necessários para evitar problemas ainda maiores em poucos anos”, aponta a organização sindical.

COMPORTAMENTOS PREJUDICIAIS Especificamente, a SATSE destaca que a enfermeira escolar desempenha um papel importante na prevenção de problemas de saúde mental através da identificação de fatores de risco relacionados com o início de comportamentos prejudiciais, como o consumo de álcool ou drogas, e situações como o bullying, a violência nas salas de aula, a baixa autoestima ou os problemas de socialização.

Também assegura que realiza um trabalho de deteção, aviso e alerta à equipa docente e de orientação, bem como à equipa de saúde, para o encaminhamento de casos ao profissional correspondente (enfermeira de saúde mental, psicólogo ou outro especialista).

Em suma, o Sindicato destaca que a enfermeira escolar é uma “peça decisiva” na engrenagem de apoio e atendimento multidisciplinar que uma criança ou jovem pode precisar diante de um problema que, às vezes, pode passar despercebido, inclusive para sua família. A esse respeito, o SATSE lembra que as escolas são o espaço de socialização onde crianças e jovens passam grande parte do seu tempo e, por isso, é essencial que sejam sempre espaços seguros e promotores de saúde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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