Publicado 28/07/2026 07:04

O SATSE reivindica um novo sistema de financiamento estadual que garanta recursos destinados especificamente à Saúde

Archivo - Arquivo - Enfermeira ajustando o monitor de pressão arterial em uma paciente internada
TEMPURA/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) exigiu que o governo central e as comunidades autônomas cheguem a um acordo no próximo Conselho de Política Fiscal e Financeira (CPFF) “para que o novo sistema de financiamento das comunidades autônomas garanta recursos destinados especificamente à melhoria do funcionamento dos serviços de saúde e das condições de trabalho dos profissionais da área da saúde”.

“Após 17 anos sem reformas, é urgente um acordo entre as administrações que atualize e melhore o sistema existente para distribuir recursos econômicos do Estado às comunidades autônomas, incluindo aqueles destinados à Saúde Pública”, afirmou essa organização sindical com vistas à reunião a ser realizada nesta quarta-feira, 29 de julho.

Nesse sentido, o SATSE afirmou que, como não existe uma porcentagem fixa no sistema de financiamento das autônomas que esteja legalmente reservada para a Saúde, é necessário implementar um financiamento finalista que garanta que uma parte dos recursos transferidos para as comunidades autônomas seja obrigatoriamente vinculada aos gastos com saúde e, assim, não possa ser destinada a outros fins.

Em sua opinião, por meio dessa modificação, “seria possível garantir recursos estáveis para a Saúde Pública, sem que outros interesses do governo em cada momento levem a direcioná-los para outras políticas, programas ou áreas de atuação que não sejam tão importantes e prioritárias quanto atender às necessidades de saúde de toda a população”. Para isso, “é necessário um sistema de saúde bem financiado e dotado dos recursos econômicos e materiais necessários em todos os momentos”, acrescentou.

JUSTIFICAR OS GASTOS REALIZADOS

“Um financiamento destinado especificamente à Saúde implicaria, além disso, que os governos das comunidades autônomas teriam de justificar os gastos realizados e possibilitaria o acompanhamento e a avaliação dos recursos alocados, o que, em última análise, ajudaria a reduzir as desigualdades no acesso a qualquer serviço de saúde”, acrescentou.

“Não podemos nos dar ao luxo de permanecer, nem mais um ano, com um mecanismo de financiamento autônomo que não resolva os problemas e as necessidades de qualquer pessoa, independentemente de seu local de residência”, continuou a SATSE, que lembrou que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) vem apresentando, há anos, um gasto público destinado à saúde (6,4% do PIB) abaixo da média dos países vizinhos “e com inúmeros problemas que ainda estão longe de serem resolvidos, como é o caso das esperas cada vez mais longas”.

No entanto, o sindicato insistiu em sua reivindicação, especificando-a em garantias de “recursos econômicos suficientes para a Saúde, com o acompanhamento e o controle correspondentes”, que “avaliem os resultados obtidos em aspectos essenciais, como as listas de espera, os quadros de pessoal existentes de enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais de saúde, ou a renovação e melhoria de equipamentos e infraestruturas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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