Publicado 04/05/2026 06:04

A SATSE reivindica mais parteiras na Espanha para garantir um “futuro melhor” para as mulheres

Archivo - Arquivo - Mulher que acabou de dar à luz com seu recém-nascido e a parteira no hospital.
SVETIKD/ISTOCK - Arquivo

Denuncia uma proporção "claramente insuficiente"

MADRID, 4 maio (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) reivindicou um aumento progressivo do quadro de parteiras em todos os serviços de saúde para garantir “um futuro melhor” para as mulheres, ao mesmo tempo em que denunciou a escassez de profissionais na Espanha, onde, segundo dados oficiais, há aproximadamente uma parteira para cada 1.500 mulheres.

Por ocasião do Dia Internacional da Parteira, o SATSE destacou o trabalho dessas profissionais e denunciou que a escassez de pessoal no sistema de saúde coloca em risco a saúde sexual e reprodutiva e “dificulta uma assistência médica centrada na mulher e em sua singularidade”.

De acordo com dados da EPA, em 2023 havia 13.967 parteiras em atividade, o que representa, considerando a população feminina total do nosso país, uma profissional para cada 1.452 mulheres. “Uma proporção claramente insuficiente que confirma a necessidade de todos os serviços de saúde priorizarem a contratação dessas profissionais da saúde”, afirmam no Sindicato.

A organização sindical lembra que as parteiras não se limitam apenas a atender as mulheres quando elas vão ser mães, mas desenvolvem uma “ampla diversidade de funções e competências” relacionadas à melhoria da saúde e do bem-estar integral da mulher desde a adolescência e ao longo de toda a sua vida.

O Sindicato ressalta que, juntamente com um aumento das vagas de formação especializada nas próximas edições anuais, todos os serviços de saúde devem criar mais vagas específicas para parteiras que possibilitem um desenvolvimento profissional completo, condições de trabalho dignas e uma melhor assistência à mulher.

Além disso, alerta que o déficit de profissionais existente, atualmente, nos diferentes serviços de saúde, impossibilita que as parteiras possam desenvolver todas as suas competências em educação, prevenção e promoção da saúde da mulher, ao terem que se limitar, em muitas ocasiões, a lidar com o que é mais urgente dentro da atividade assistencial.

O SATSE destaca que a sobrecarga permanente, com a consequente falta de tempo, aliada a outros problemas, como a escassa contratação, a precariedade ou a falta de reconhecimento e a desvalorização de seu trabalho, gera um risco claro para a saúde dessas profissionais, tanto física quanto mental.

Exemplos disso, acrescenta, são o estresse, a ansiedade, o “burnout” ou o esgotamento emocional, que estão levando, em muitos casos, ao abandono de sua atividade em favor de outras categorias profissionais melhor remuneradas.

MENOS BENEFÍCIOS

Conforme destaca a nova campanha da SATSE, por ocasião do Dia Internacional da Parteira, “menos parteiras significa menos tempo para atender cada mulher, menos consultas para prevenir patologias tão graves quanto o câncer, menos respostas às dúvidas sobre sexualidade de uma adolescente, menos preparação e acompanhamento durante a gravidez, menos segurança nos partos, menos cuidados no pós-parto, menos apoio na amamentação, e menos abordagem integral durante a menopausa".

Nesse sentido, a organização sindical ressalta que, quando não há parteiras suficientes, está-se “silenciando” a saúde da mulher, ignorando as necessidades de metade da população em momentos decisivos e estratégicos de seu ciclo de vida.

A reivindicação da SATSE se soma à feita este ano por 140 associações de parteiras de países de todo o mundo, que também solicitaram aos seus respectivos governos o aumento do quadro de profissionais em seus sistemas de saúde, para garantir que todas as mulheres possam ter acesso a um atendimento seguro, respeitoso e de alta qualidade. “O mundo precisa de mais um milhão de parteiras”, concluem.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado