MADRID 27 out. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato dos Enfermeiros, SATSE, pediu ao Ministério da Saúde e a todos os governos regionais que não usem a saúde como um "campo de batalha política" e que concordem em implementar um Plano de Inverno que "evite colapsos" nos centros de saúde e inclua o reforço da equipe de enfermagem.
A esse respeito, ele lembra que no ano passado houve apenas "cruzamentos de acusações e censuras" entre a ministra, Monica Garcia, e os conselheiros de saúde do PP, e nenhum acordo foi alcançado para permitir uma ação conjunta para evitar situações de "colapso, sobrecarga e pior atendimento" que ocorrem nos meses de inverno com a chegada de vírus como influenza e Covid-19, ou o vírus sincicial respiratório (RSV).
O Sindicato denuncia que o uso da saúde como "arma de confronto partidário" só consegue "atrasar" ou mesmo "deixar de aprovar planos e estratégias de ação conjunta que são absolutamente necessários para garantir uma assistência médica segura e de qualidade em todas as comunidades autônomas", independentemente do signo político do governo correspondente.
A esse respeito, o Sindicato dos Enfermeiros enfatiza que "essa forma equivocada de gerenciar os recursos de saúde também está levando a uma crescente falta de confiança e satisfação dos cidadãos em relação ao nosso Sistema Nacional de Saúde (SNS)".
O SATSE reitera que o Ministério da Saúde e os ministérios regionais "não podem ficar impassíveis" perante um problema "grave e recorrente", como a saturação e sobrecarga dos centros de saúde durante os meses de inverno, "devendo acordar sem mais delongas um plano de ação conjunto que inclua os meios e recursos necessários em todo o Estado".
Entre outras ações, o Sindicato aponta que deve ser dada prioridade ao reforço da equipe de enfermagem nos hospitais e à intensificação da atividade na atenção primária, reforçando os turnos e ampliando os horários com novas contratações que impliquem em condições adequadas de trabalho.
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