Publicado 20/05/2026 06:22

A SATSE insta à reforma do Decreto-Lei sobre a formação de especialistas, com “melhorias substanciais” para as enfermeiras residente

Archivo - Arquivo - Enfermeira, hospital, quarto. Gotejador. Paciente.
GORODENKOFF/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) exigiu nesta quarta-feira ao Ministério da Saúde que realize “o mais rápido possível” a reforma do Decreto Real 1146/2006, que regula a relação de trabalho especial de residência para a formação de especialistas em Ciências da Saúde, e que inclua “melhorias substanciais” nas condições de trabalho e de formação dos enfermeiros residentes.

Isso foi destacado em um comunicado no qual se detalha que o Ministério da Saúde se comprometeu a revisar esse RD na Vigésima Segunda Disposição Adicional do Anteprojeto de Lei do novo Estatuto-Quadro, além de que a reforma está prevista no Plano Normativo Anual (PAN) do Governo para 2026.

O sindicato alertou que as enfermeiras internas residentes (EIR) “não têm boas condições de trabalho em aspectos fundamentais” e se referiu, nesse sentido, a questões como sua jornada de trabalho e intervalos, o tempo dedicado à formação teórica recebida, a tabela salarial, as rotações ou seu reconhecimento remuneratório, entre outras.

Entre os avanços exigidos pelo SATSE, destaca-se a equiparação da jornada de trabalho e dos intervalos dos residentes às estabelecidas para as categorias de referência em seus respectivos serviços de saúde, sem que haja distinções negativas. A esse respeito, o sindicato observou que devem ser contempladas as mudanças acordadas no anteprojeto de Lei do Estatuto-Quadro.

Da mesma forma, exigiu que se respeite a Diretiva Europeia relativa a determinados aspetos da organização do tempo de trabalho, a regulamentação nacional sobre prevenção de riscos laborais e as medidas relativas à conciliação e à proteção da maternidade e paternidade, uma vez que “o pessoal residente não é um trabalhador com menos direitos”.

O SATSE também considera essencial que sejam estabelecidas garantias “suficientes” para que o pessoal residente possa usufruir de uma orientação “real, efetiva e individualizada”, bem como de uma prestação de contas adequada por parte do centro de formação. Para tal, instou ao respeito de proporções adequadas entre o pessoal docente e o residente.

REMUNERAÇÕES

Por sua vez, afirmou que os EIR sofrem uma redução significativa de renda durante a formação, uma vez que passam de remunerações compatíveis com sua categoria para outras que podem chegar a ser quase 50% menores, sendo, portanto, “insuficientes para fazer face ao contínuo aumento do custo de vida e à correspondente perda de poder aquisitivo”.

Nesse sentido, exigiu uma atualização, tanto do salário-base quanto dos complementos, sobretudo no complemento de grau de formação e de formação continuada. Além disso, solicitou que se garanta que não haja perda salarial em situações relacionadas à incapacidade temporária e ao gozo de licenças, riscos e adaptações relativos à parentalidade e aos cuidados.

Outra das reivindicações do SATSE é que o tempo dedicado à residência seja devidamente considerado em todos os tipos de processos seletivos para a obtenção de vagas efetivas ou temporárias, acesso à pesquisa e à carreira profissional.

Paralelamente, reivindicou que a formação do pessoal residente não se limite quase exclusivamente à prática, mas que também inclua uma “base teórica sólida”, com um “tempo específico determinado” para ela.

“É absolutamente fundamental o respeito e o equilíbrio que devem ser garantidos no que diz respeito à formação teórica e assistencial, que é a base da qualidade docente. Para isso, é pertinente realizar uma atualização dos requisitos para acesso a rodízios externos, participação em jornadas e congressos, bem como a colaboração em pesquisa e acesso a auxílios ou bolsas durante a residência”, explicou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado