Publicado 06/04/2026 07:13

O SATSE insta o Ministério da Fazenda a acabar com o corte nos pagamentos extraordinários de enfermeiras e fisioterapeutas

Archivo - Arquivo - Enfermeiras se reúnem em frente ao Hospital de Mérida
SATSE - Arquivo

MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) exigiu nesta segunda-feira ao novo ministro da Fazenda, Arcadi España, que apresente o novo orçamento geral do Estado e inclua nele o pagamento integral dos bônus extraordinários para enfermeiros e fisioterapeutas, pondo fim a quase 16 anos de cortes que representam uma perda de cerca de 700 euros anuais para cada profissional afetado.

Por meio de um comunicado, o sindicato solicitou ao novo titular da pasta da Fazenda que cumpra o disposto no atual Estatuto-Quadro do pessoal estatutário dos serviços de saúde e no anteprojeto de lei, que se encontra em fase de tramitação, aguardando aprovação pelo Conselho de Ministros.

O SATSE explicou que há anos reivindica que os profissionais recuperem o direito de receber integralmente seus dois pagamentos extraordinários, depois que, em 2010, o governo impôs um corte de 27% em cada um deles. Desde então, são 31 pagamentos que enfermeiros e fisioterapeutas não puderam receber na íntegra.

Durante a negociação da reforma do Estatuto-Quadro, o sindicato denunciou o incumprimento reiterado por parte do Governo desta norma, bem como do Estatuto Básico do Funcionário Público (EBEP), e exigiu o fim de uma “situação discriminatória” que prejudicou o poder de compra “de cerca de um milhão de trabalhadores”.

Conforme detalhado, o anteprojeto de lei do Estatuto-Quadro acordado entre o Ministério da Saúde e os sindicatos do setor, entre os quais está o SATSE, estabelece que os pagamentos extraordinários serão dois por ano e serão devidos preferencialmente nos meses de junho e dezembro, e que “o valor de cada um deles será, no mínimo, de um salário mensal e trienais, ao qual será adicionado, salvo acordo em contrário, a décima quarta parte do valor anual do complemento de destino, do complemento específico e do complemento de dedicação exclusiva”.

Além disso, o anteprojeto, em seu artigo 27, indica que “cada serviço de saúde poderá determinar, mediante negociação na mesa setorial, a incorporação de outros complementos aos pagamentos extraordinários”.

No entanto, o SATSE alertou que é “totalmente incoerente” que o Ministério da Saúde promova uma reforma do Estatuto-Quadro que defenda o recebimento integral dos pagamentos extraordinários, enquanto o Ministério da Fazenda continua sem incluir nas leis do Orçamento Geral a recuperação desse direito trabalhista.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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