MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato de Enfermagem (SATSE) exigiu a presença de mais parteiras em hospitais e centros de saúde para proteger e melhorar a saúde das mulheres, dada a escassez de enfermeiras especialistas em Obstetrícia e Ginecologia que o sindicato vem denunciando há anos, especialmente no campo da Atenção Primária (AP).
Isso foi destacado nesta segunda-feira por ocasião do Dia Mundial da Saúde, no qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma campanha sob o slogan "Começos saudáveis, futuros esperançosos" para enfatizar a importância dos cuidados maternos e neonatais e pedir aos governos que intensifiquem seus esforços nesse sentido.
Sobre a falta de parteiras, a SATSE apontou os dados do relatório "Desenvolvimento da profissão de parteira na Espanha", da Federação das Associações de Parteiras da Espanha (FAME), que mostra que a Espanha tem uma proporção de 6,1 parteiras para cada 10.000 mulheres entre 14 e 65 anos, o que coloca o país abaixo da média europeia de 9,1.
Nessa linha, há apenas três países atrás da Espanha, que são Eslovênia, Romênia e Hungria, enquanto o ranking é liderado pela Irlanda, com 65; Finlândia, com 35; e Bélgica, com cerca de 32 parteiras por 10.000 mulheres.
UMA PARTEIRA POR EQUIPE DA AP
Como resultado desses dados, o Sindicato dos Enfermeiros exigiu que houvesse pelo menos uma parteira por equipe de atenção primária e que essa profissional fosse considerada como equipe do centro de saúde e não apenas como equipe de área/apoio.
De acordo com o sindicato, a falta de parteiras suficientes faz com que, atualmente, as atividades educativas, preventivas e de promoção da saúde (oficinas, palestras...) não possam ser realizadas, ou que as mulheres tenham que se deslocar para centros de saúde distantes de suas residências porque não há parteira em casa.
No caso dos hospitais, o Sindicato exigiu que as parteiras não trabalhassem exclusivamente na sala de parto e que pudessem desempenhar outras funções, com base em seu treinamento e habilidades, em tudo relacionado à saúde sexual e ao atendimento ginecológico das mulheres ao longo de suas vidas.
ATENDIMENTO PERSONALIZADO
Assim como nos centros de saúde, ela pediu a presença de um número suficiente de parteiras nos hospitais para que cada mulher receba atendimento personalizado durante o parto natural, de modo que "seria desejável" ter uma parteira para cada mulher.
A esse respeito, a organização sindical enfatizou que uma parteira não deve ser obrigada a atender várias mulheres ao mesmo tempo, pois essa pressão de atendimento pode colocar em risco a segurança das mães e das crianças, além de impedir a progressão natural do processo.
Nos mesmos termos, a OMS destacou neste Dia Mundial da Saúde que "os modelos em que as parteiras fornecem apoio contínuo a mulheres grávidas e recém-nascidos demonstraram melhorar a sobrevivência e reduzir os nascimentos prematuros e as intervenções médicas desnecessárias".
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