Publicado 05/06/2025 05:45

O SATSE exige que o Estatuto da Estrutura garanta uma jornada de trabalho sustentável, sem distinção entre os profissionais.

Archivo - Arquivo - Enfermeira em uma sala de cirurgia.
CAIAIMAGE/MARTIN BARRAUD/ISTOCK - Arquivo

MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) solicitou ao Ministério da Saúde que garanta que o Estatuto do Pessoal Estatutário dos serviços de saúde garanta uma jornada de trabalho "sustentável", "sem distinção entre profissionais".

O SATSE entende que a jornada de trabalho normal deve ser considerada como a base para cobrir as necessidades de saúde das pessoas e permitir que o sistema de saúde funcione adequadamente.

O sindicato já enviou ao departamento chefiado por Mónica García suas alegações ao capítulo da minuta do Estatuto Marco referente à jornada de trabalho do pessoal estatutário com o objetivo prioritário de que essa norma garanta melhorias a todos os profissionais "sem distinções ou capítulos próprios", já que argumenta que a jornada "afeta todos os trabalhadores estatutários de saúde e não-saúde".

Dessa forma, a SATSE rejeita a ideia de priorizar no texto do Estatuto a jornada de plantão, "como reivindicam algumas categorias profissionais, em detrimento da jornada ordinária, que é a que permite cobrir as necessidades de saúde da população", ressalta.

"Temos de pensar em todos, doentes, profissionais e, acima de tudo, em tornar o nosso Sistema Nacional de Saúde sustentável, razão pela qual devemos proteger a jornada normal de trabalho e dar-lhe um lugar adequado e garantido no novo Estatuto Quadro, pois é o regulamento que vai definir as 'regras do jogo' laboral nos próximos anos", salienta a organização sindical.

SOBRECARGA DE TRABALHO

Outro aspecto que deve ser incluído no Estatuto de Enquadramento e que, de acordo com o SATSE, deve ser bem determinado e ponderado é a chamada "sobrecarga excessiva de trabalho", que foi proposta para ser definida apenas com base no número de horas de plantão realizadas em um mês.

O Sindicato entende que não é possível se concentrar apenas no tempo trabalhado, mas que fatores como o planejamento da jornada de trabalho, os recursos humanos e materiais existentes e a carga de trabalho devem ser levados em consideração, bem como o dimensionamento dos níveis de pessoal para evitar essa sobrecarga.

Outras alegações feitas pelo SATSE ao Ministério da Saúde referem-se à necessidade de que todas as regiões autônomas tenham uma semana de trabalho de 35 horas. No momento, apenas parte dos serviços de saúde o faz, de acordo com o SATSE.

SOBREPOSIÇÃO DE HORAS DE TRABALHO

No mesmo sentido, a organização sindical considera prioritário que o reconhecimento e a compensação da "sobreposição da jornada de trabalho" dos enfermeiros como tempo de trabalho sejam generalizados em todo o Estado, já que, atualmente, isso não ocorre em todas as comunidades autônomas.

Também foi solicitado que os profissionais que participam de missões governamentais ou programas de cooperação internacional, como o programa START, sempre tenham licença remunerada.

A União explica que, atualmente, há variabilidade e o tipo de licença depende da decisão tomada por cada serviço de saúde, não podendo ser considerada como dia de trabalho com a consequente perda de direitos, descanso e remuneração.

Por todas essas razões, o SATSE espera que os responsáveis pelo Ministério da Saúde deem uma resposta favorável às suas solicitações na reunião de 6 de junho.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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