Publicado 21/03/2025 06:59

A SATSE exige que as famílias monoparentais possam tirar licença parental para ambos os pais.

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MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros, SATSE, solicitou ao Ministério da Inclusão, Seguridade Social e Migração que garanta que as famílias monoparentais possam desfrutar da licença de nascimento correspondente a ambos os pais, para que as crianças possam receber atenção e cuidados durante suas primeiras 26 semanas e não apenas 16.

A organização sindical destacou que já existem decisões judiciais que deram razão a enfermeiras e fisioterapeutas que reivindicaram esse direito que lhes foi negado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Nesse sentido, as decisões judiciais consideraram que o que "está em jogo" é a igualdade entre as crianças recém-nascidas, argumentando que é necessário evitar o surgimento de qualquer forma de discriminação com base em suas circunstâncias pessoais, dependendo do fato de terem nascido em um tipo de família ou em outro.

O SATSE enfatizou que as diferenças no tipo de família não podem determinar que uma família monoparental tenha menos semanas para fornecer cuidados e proteção ao recém-nascido, e destacou que esse direito promove tanto a igualdade quanto a conciliação, portanto não deve ser "conquistado" nos tribunais, mas que a Administração deve torná-lo possível em todos os casos automaticamente.

Além disso, afirmou que se trata de uma situação discriminatória para as mulheres, já que "80% das famílias monoparentais são compostas por mulheres", o que "entra em conflito" com o discurso público do Governo, que "afirma" defender esses direitos e interesses.

A impossibilidade de poder tirar até 26 semanas de licença pode significar que os profissionais afetados tenham que desistir de seus contratos e ficar desempregados por um período de tempo, com o consequente "prejuízo" econômico, razão pela qual a SATSE aplaudiu o fato de os tribunais terem demonstrado "sensibilidade" a essa situação.

Por fim, o sindicato demonstrou sua disposição de continuar reivindicando nos tribunais as ações da Administração que considera que violam os direitos trabalhistas de enfermeiros e fisioterapeutas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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