Pede que o problema seja abordado na próxima reunião do CISNS MADRID 15 jan. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato de Enfermagem, SATSE, exigiu ao Ministério da Saúde e às secretarias regionais que não permitam que os hospitais e centros de saúde continuem a ser, em 2026, um “terreno fértil” para agressões verbais e físicas contra enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais de saúde.
Nesse contexto, o SATSE ressalta que, na ausência de um relatório oficial, “basta ver as notícias para saber que 2025 foi um ano nefasto” pelo número e gravidade dos casos de agressões registrados em todos os serviços de saúde. “Todas as administrações sanitárias competentes devem levar a sério, de uma vez por todas, um problema que viola o direito mais elementar de poder trabalhar em condições seguras e saudáveis”, afirma.
Enquanto se aguarda a divulgação dos dados do ano passado pelo Ministério da Saúde em seu relatório anual sobre agressões no SNS, a SATSE constatou que, longe de se reduzirem significativamente, as agressões continuam ocorrendo diante da indefesa situação dos profissionais de saúde que, como é o caso das enfermeiras, trabalham em contato próximo e permanente com pacientes e familiares.
Por isso, a SATSE insta o departamento dirigido por Mónica García e as secretarias de Saúde a abordarem, numa próxima reunião do Conselho Interterritorial do SNS, o problema da violência no âmbito da saúde e cheguem a um acordo sobre como agir de forma conjunta e coordenada para alcançar, como objetivo prioritário, a prevenção de qualquer agressão, seja física (empurrões, socos, golpes) ou verbal (ameaças, insultos).
TEMPOS DE ESPERA Quanto às causas que levam pacientes e familiares a protagonizar episódios de violência contra o pessoal de saúde, o Sindicato de Enfermagem salienta que o principal “caldo de cultura” são os tempos de espera para serem atendidos em hospitais e centros de saúde, em função do seu problema de saúde ou doença.
A organização sindical destaca que enfermeiros e fisioterapeutas são, assim como o restante dos trabalhadores do SNS, “vítimas propiciatórias” de uma situação indiretamente provocada e mantida ao longo do tempo pelas administrações públicas e empresas de saúde privadas que não destinam investimento suficiente para contar com os quadros e recursos necessários.
“O clima de tensão, mal-estar e raiva das pessoas que precisam ser atendidas no SNS está aumentando, mas nunca se deve responsabilizar pelos seus problemas estruturais os profissionais que, neste contexto de precariedade e insuficiência de recursos, sempre fazem o possível para que a qualidade do atendimento não seja prejudicada”, apontam desde a SATSE.
A este respeito, o Sindicato, que mantém uma estratégia permanente de informação e sensibilização, sob o lema «A agressão não é solução», insiste em que, em qualquer hospital, centro de saúde ou outro âmbito de atuação, deve manter-se, em todos os momentos, uma relação de respeito, consideração e confiança entre profissionais, pacientes e familiares.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático