Publicado 14/01/2026 06:48

SATSE denuncia a “saturação e colapso” dos hospitais devido ao “mau planejamento” das comunidades autônomas

Archivo - Arquivo - Enfermeira, hospital, quarto. Gotejador. Paciente.
GORODENKOFF/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato de Enfermagem (SATSE) alertou nesta quarta-feira para a situação de “saturação e colapso” que muitos hospitais espanhóis enfrentam nestes primeiros dias de 2026, uma situação que atribuem ao “mau planejamento” das secretarias de Saúde das comunidades autônomas e ao “fracasso” de seus planos ou ações elaborados para a temporada de inverno.

De acordo com o que o sindicato constatou em uma análise dos serviços de emergência e das enfermarias dos hospitais após as festas de Natal, “as situações de saturação se sucedem, as reclamações dos pacientes se multiplicam e as enfermeiras não dão conta”, um contexto gerado pela falta de recursos e profissionais que se repete “assim que há um maior afluxo de pessoas por gripe, Covid e outros vírus respiratórios”.

Nesta ocasião, são profissionais de hospitais da Andaluzia, Múrcia, Baleares, Comunidade Valenciana, Extremadura, Galícia, Comunidade de Madrid, Castela-La Mancha e Ceuta que alertaram nos últimos dias ao constatar que, em seus respectivos centros, as urgências e enfermarias estão lotadas, os quartos estão com ocupação dupla e o pessoal tem que prolongar sua jornada ou fazer turnos duplos.

O SATSE deu como exemplos de situações vividas nos últimos dias os casos do Hospital Son Espases, em Palma de Maiorca, que chegou a ter, num único dia, 67 pacientes à espera de internamento; o de Toledo, com 54 pacientes à espera; ou o do Hospital Puerto Real, em Cádiz, onde chegaram a registar-se mais de 33 pacientes à espera de cama. O sindicato alertou que é provável que este tipo de situações se repita ao longo das próximas semanas.

Além disso, afirmou que este contexto gera um mal-estar crescente entre os pacientes que não compreendem por que devem esperar muitas horas em salas, corredores ou boxes de urgências que não reúnem as condições necessárias de espaço, silêncio ou privacidade, o que cria um clima de tensão que, por vezes, “explode” de forma injustificada em comportamentos agressivos ou ofensivos contra os profissionais.

Nesse ponto, o sindicato lembrou que os profissionais de saúde tentam fazer seu trabalho da melhor maneira possível, apesar de estarem seriamente condicionados por um ambiente de trabalho em que não há o pessoal necessário, entre outros problemas.

Para finalizar, a SATSE incentivou os diferentes responsáveis públicos pela saúde a “abandonarem seus escritórios e visitarem os serviços de emergência” para que constatem que situações como as que estão sendo vividas atualmente “não podem nem devem se repetir no futuro”, pelo que é necessário que tomem medidas como o aumento do quadro de enfermeiros.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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