Publicado 19/06/2026 05:48

O SATSE denuncia que a precariedade das enfermeiras em casas de repouso se agrava no verão

Archivo - Arquivo - Cuidados Paliativos.
LPETTET/ISTOCK - Arquivo

MADRID 19 jun. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) denunciou a precariedade no trabalho enfrentada pelas enfermeiras em casas de repouso para idosos e alertou que a situação se agrava durante o verão, quando aumenta o número de usuários em estadias temporárias, enquanto o quadro de funcionários é reduzido devido à falta de substitutos para cobrir férias e outras ausências do pessoal.

O SATSE ressalta que essa realidade acarreta o aumento da média de residentes por enfermeira, que já chega a mais de 100 pessoas por profissional no restante do ano, chegando a situações de mais de 150 e até 200 pessoas nos turnos noturnos. Uma circunstância que não apenas prejudica a saúde dessas profissionais da área da saúde, mas também coloca em risco a segurança e a qualidade da assistência e dos cuidados prestados aos residentes, ressalta o sindicato.

O sindicato reitera, portanto, a “necessidade urgente” de garantir uma proporção adequada e segura de pacientes por enfermeira em todos os âmbitos e, sobretudo, nesse tipo de centro socio-sanitário. Com esse objetivo, apresentou em 2019, no Congresso dos Deputados, uma proposta de lei, por meio de uma ILP, que ainda se encontra pendente de tramitação parlamentar.

Além disso, a organização sindical destaca o fato de que ocorre uma redução no quadro de enfermeiras nas casas de repouso durante o verão porque, “devido à precariedade de suas condições de trabalho” (baixa remuneração, sobrecarga permanente, jornadas de trabalho longas e contínuas, problemas recorrentes para conciliar vida profissional e pessoal), muitas profissionais optam por aceitar contratos em qualquer outro setor, mesmo que sejam temporários.

RISCOS

Além disso, o SATSE denuncia que as empresas que administram as casas de repouso incentivam ou, pelo menos, “fecham os olhos” para a “prática profissional ilegal” que ocorre nos centros devido à falta crônica de pessoal qualificado. Algo que, em sua opinião, leva à “precariedade” dos cuidados e coloca em risco a saúde dos residentes. “Infelizmente, tudo isso ocorre com a conivência, além disso, das autoridades que regulamentam esse setor de atendimento”, acrescenta.

Um exemplo é que, diante da escassez de profissionais de enfermagem, o pessoal sem formação na área da saúde nem competências adequadas é instado a assumir e realizar tarefas de assistência que não lhes competem por lei, como a preparação e administração de medicamentos ou a realização de cuidados complexos.

Outra consequência da falta de enfermeiros suficientes é a impossibilidade de realizar um acompanhamento contínuo e detalhado do residente, o que dificulta a detecção precoce de patologias ou possíveis agravamentos de seu estado de saúde. Além disso, a rotatividade constante do pessoal rompe o vínculo afetivo e de confiança de que os usuários precisam com seus profissionais de referência.

Por sua vez, afirma-se que o pessoal sofre altos níveis de esgotamento físico e emocional, além de outros problemas de saúde (estresse, “burnout”, ansiedade) devido à sobrecarga de trabalho e à incapacidade de prestar um atendimento adequado com o tempo e os recursos de que dispõem nesse tipo de centro socioassistencial, concluem os representantes do sindicato.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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