Publicado 29/04/2026 06:09

O SATSE denuncia que “a maioria das comunidades autônomas” ainda não possui um plano de contratação para cobrir os meses de verão

Archivo - Arquivo - As consultas médicas compartilhadas podem reduzir a sobrecarga dos profissionais de saúde e aumentar a satisfação do paciente.
ISTOCK - Arquivo

MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) denunciou nesta quarta-feira que “a maioria das comunidades autônomas” ainda não possui um plano de contratação de profissionais para cobrir os meses de verão que “evite o fechamento de milhares de leitos, uma pioria na assistência e o aumento das listas de espera”, com o que “voltam a cometer o grave erro que cometem todos os anos”.

A organização sindical exigiu que as comunidades autônomas resolvam a situação e, concretamente, solicitou que implementem um plano de contratação de longo prazo, que não se limite apenas aos meses de verão, mas que preveja contratos com duração mínima de seis meses, sendo “o ideal” que se estenda até o final do ano para cobrir todas as licenças pendentes dos profissionais no restante de 2026.

“Devemos acabar com as contratações ‘de emergência’ para o verão e adotar um modelo de gestão estrutural de recursos humanos que antecipe e resolva problemas que são conhecidos e recorrentes todos os anos. É injustificável que as administrações continuem a argumentar que preenchem as vagas ‘à medida que surgem’, em função das necessidades que vão surgindo”, assinalaram na SATSE.

O sindicato exigiu que todos os serviços de saúde preencham a totalidade das vagas que surgem nos meses de verão devido a férias ou situações de licença e incapacidade de parte do quadro de funcionários, para não sobrecarregar, "ainda mais" o pessoal que trabalha nesta época do ano "e que vê como deve enfrentar, com metade do efetivo, uma pressão assistencial que não diminui e que, em muitos casos, aumenta".

A esse respeito, alertou que as previsões do Governo e das comunidades autônomas indicam que a Espanha voltará a viver um verão “recorde” em termos de afluência de turistas, como resultado da situação que outros países atravessam devido à guerra entre os Estados Unidos e o Irã. “Mas o que eles parecem não prever nem levar em conta é que numerosas regiões do nosso país se tornarão um verdadeiro barril de pólvora em matéria de saúde”, afirmou.

Além disso, ele destacou que a falta de planejamento regional provoca a “mobilidade forçada” de muitos profissionais, que se veem obrigados a deixar suas casas para ir trabalhar a centenas ou milhares de quilômetros de distância se quiserem estabilidade e condições dignas de trabalho.

O sindicato também insistiu que a falta de profissionais suficientes no verão leva ao aumento das listas de espera que, como lembrou com base nos últimos dados publicados pelo Ministério da Saúde, voltaram a apresentar “números muito graves e preocupantes”, e que estão “muito distantes” dos alcançados antes da pandemia da Covid-19.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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