Publicado 31/03/2025 06:55

O SATSE denuncia que o "jogo dos tronos" no Congresso está impedindo a aprovação da lei contra agressões.

Pp Cr (Comunicado à imprensa e fotografia) Plenário do Senado aprova projeto de lei do Pp para proteger profissionais da saúde
PARTIDO POPULAR

MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato de Enfermagem (SATSE) denunciou nesta segunda-feira que o "jogo de tronos" que existe no Congresso dos Deputados impediu a tramitação da lei contra agressões a profissionais da saúde, ao mesmo tempo em que destacou que "conseguiu o apoio do Senado".

Assim, o SATSE lembra que, na legislatura anterior, apresentou a todos os grupos parlamentares uma proposta de lei contra a violência no campo da saúde. Sobre esse ponto, indica que foi o PP que a levou na semana passada para a sessão plenária do Senado, onde foi aprovada, dada a maioria que esse partido tem nessa câmara parlamentar.

"No entanto, a maioria dos outros partidos políticos demonstrou sua rejeição a essa iniciativa, algo que também fizeram quando os 'populares' a apresentaram no Congresso dos Deputados em duas ocasiões anteriores, uma na legislatura anterior e outra na atual", diz o SATSE, que critica que essa é "uma clara estratégia política de não apoiar nenhuma iniciativa que outro partido rival apresente nas urnas".

Para o sindicato, é "muito lamentável" que o fim dos ataques aos profissionais da saúde "dependa das maiorias políticas nas câmaras parlamentares" e que "apenas o que é ditado pela liderança de cada partido seja levado em consideração".

PROPOSTA DE SATSE

O SATSE ressalta que a falta de uma resposta eficaz à violência no campo da saúde por parte de todas as administrações levou-o a elaborar uma proposta de regulamento que estabelece mais de 50 ações em todas as áreas (prevenção, informação, conscientização e apoio aos profissionais) em seus 17 artigos e sete disposições adicionais.

Os últimos ataques relatados pelo SATSE, como o disparo de uma ambulância com equipe médica em Cartagena ou ataques em hospitais, como o Complexo Hospitalar de La Coruña, e centros de saúde, como o Ribera del Muelle em Cádiz, "são apenas uma pequena amostra do preocupante clima de insegurança sofrido pelos profissionais durante o exercício de suas funções", enfatiza.

O sindicato ressalta que o problema das agressões responde a fatores específicos da realidade de cada centro de saúde, mas que, em todos os casos, elas têm uma "raiz estrutural e generalizada", como a falta de profissionais suficientes para evitar os problemas recorrentes que provocam o descontentamento e a insatisfação de pacientes e familiares e que, em algumas ocasiões, geram episódios de violência.

NÚMERO RECORDE DE AGRESSÕES

O SATSE lembra que o Ministério da Saúde anunciou há alguns dias os dados de seu relatório anual, no qual é registrado novamente um "número recorde" de profissionais de saúde agredidos na Espanha. Especificamente, em 2024, foi registrado um total de 16.558 agressões, 12% a mais do que no ano anterior.

"Se o problema não apenas continua, mas aumenta a cada ano, não há dúvida de que as estratégias e os planos atuais que cada serviço ou gestão de saúde implementa não estão funcionando. Esse é um problema do Estado que exige uma lei estadual que promova, coordene e melhore a luta contra a violência no setor da saúde", conclui a organização.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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