Publicado 12/08/2025 06:04

O SATSE denuncia a "inação" das administrações de saúde diante das agressões nos centros de saúde.

Archivo - Arquivo - A Unidad Enfermera enfatiza que a violência no setor de saúde, longe de desaparecer, tem aumentado nos últimos tempos como resultado de uma maior insatisfação com a situação precária da assistência médica na Espanha.
ISTOCK - Arquivo

MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) expressou seu repúdio à "inação" e à "indiferença" das administrações de saúde diante dos ataques aos profissionais nos centros de saúde, que, segundo ele, geram um "sentimento permanente de medo e mal-estar" entre os trabalhadores.

"A agressão verbal ou física não deve fazer parte do trabalho de enfermeiros e fisioterapeutas. As administrações, como empregadores, têm a obrigação de garantir a segurança de seus trabalhadores", insistiu o sindicato em um comunicado.

Nesse sentido, enfatizou o novo número recorde de profissionais de saúde agredidos em 2024, de acordo com dados coletados pelo Ministério da Saúde. No total, foram registradas 17.163 agressões, 12% a mais do que em 2023, e quase 80% das pessoas afetadas eram mulheres. Pesquisas sucessivas realizadas pela SATSE concluem que oito em cada dez enfermeiros sofreram algum tipo de agressão durante sua carreira profissional.

Para pôr fim a esse problema "grave e recorrente", o sindicato exigiu "medidas efetivas", incluindo a presença permanente de pessoal de segurança nos centros de saúde, que, segundo ele, "não existe em todos os centros nem em todos os momentos", e a instalação de um dispositivo de alarme que o profissional possa usar caso acredite que possa ser vítima de uma agressão.

ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS E EMPRESAS PRIVADAS: RESPONSABILIDADE CONJUNTA

A SATSE denunciou que tanto as administrações públicas quanto as empresas privadas de saúde são "co-responsáveis" por não pôr fim a esse grave problema. "Por um lado, não fornecem os meios e recursos necessários para evitar o desconforto e a insatisfação dos pacientes e familiares que, às vezes, levam à agressão", disse.

Por outro lado, a organização criticou a falta de um marco regulatório estatal que possibilite a implementação de todos os tipos de ações em termos de prevenção, informação, conscientização e atendimento às vítimas. "O objetivo é que qualquer profissional, independentemente do centro e do território em que trabalhe, tenha os mesmos recursos, direitos e garantias", disse ela.

Em vista dessa situação, o SATSE elaborou e apresentou às administrações e aos partidos políticos uma proposta de lei estadual, com mais de 50 medidas, que já foi debatida e rejeitada em duas ocasiões no Congresso dos Deputados. "Uma lei que não foi adiante por razões partidárias que podem ser resumidas em se opor ao adversário político pelo simples fato de se opor a ele", lamentou.

DENUNCIAR A AGRESSÃO

A organização mantém uma campanha permanente de informação e conscientização sob o slogan 'Agressão não é solução' e tem insistido na importância de os profissionais vítimas de agressão denunciarem o fato para que o paciente ou familiar agressor possa responder às autoridades por seus atos.

"É essencial dar visibilidade ao problema e levantar a voz toda vez que ocorrer uma agressão como medida de pressão para que as administrações e empresas de saúde não subestimem uma realidade que dinamita a espinha dorsal de nosso sistema, como seus profissionais", concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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