Publicado 05/05/2025 06:53

SATSE denuncia o "grave déficit" de parteiras na Atenção Primária

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SATSE - Arquivo

MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -

O Sindicato de Enfermeiros (SATSE) denunciou nesta segunda-feira que nos centros de saúde há uma parteira para cada 10.000 mulheres, o que, em sua opinião, significa um "grave déficit" de profissionais que "impossibilita que desenvolvam todas as suas competências em educação, prevenção e promoção da saúde da mulher ao longo de sua vida".

Por ocasião do Dia Internacional da Parteira 2025, a SATSE se concentrou na falta de parteiras suficientes na atenção primária, uma área de atendimento na qual assegura que "elas podem e devem desenvolver todo o seu potencial para proteger e melhorar a saúde das mulheres". Para isso, destaca que as administrações precisam garantir um atendimento que otimize a preparação e o conhecimento desses profissionais após seis anos de treinamento.

Sobre esse ponto, o Sindicato lembra que, de acordo com o relatório "Situação atual e estudo das necessidades de enfermeiros na Espanha 2024", elaborado pelo Ministério da Saúde, um total de 2.291 parteiras estavam trabalhando na Atenção Primária do NHS em 2022 (último ano disponível). Em termos de população feminina na Espanha, há uma parteira para cada 10.916 mulheres.

Nos últimos três anos analisados pelo Ministério da Saúde, o número de enfermeiros especialistas em Obstetrícia e Ginecologia só aumentou em 106 profissionais. "A radiografia realizada pelo próprio Ministério da Saúde é devastadora e reflete a falta de um interesse claro por parte de todas as administrações em promover uma profissão fundamental para melhorar a saúde e o bem-estar das mulheres", destaca a SATSE.

UMA PARTEIRA EM CADA CENTRO DE SAÚDE

O Sindicato dos Enfermeiros exige que haja pelo menos uma parteira em cada equipe básica de atenção primária e que esse profissional de saúde seja, em qualquer caso, funcionário do centro de saúde e não apenas da área/funcionário de apoio. "Um objetivo possível e necessário se houver uma vontade real de criar os cargos necessários em cada serviço de saúde com o reconhecimento profissional e a remuneração correspondentes", acrescenta.

A SATSE ressalta que "a escassez de parteiras não é apenas evidente e pode ser claramente melhorada na atenção primária". "Nos hospitais, a falta de profissionais suficientes faz com que, em muitas ocasiões, elas trabalhem exclusivamente na sala de parto e, além disso, não possam oferecer um atendimento personalizado", ressalta o sindicato.

Nesse sentido, o sindicato enfatiza que o atendimento personalizado e contínuo prestado por parteiras tem, entre outras consequências positivas, o aumento das taxas de sobrevivência de mães e recém-nascidos e a redução de partos prematuros e intervenções médicas desnecessárias.

Por outro lado, o Sindicato aproveita a comemoração do Dia Internacional das Parteiras para lembrar que essas profissionais de saúde "não se limitam apenas a cuidar das mulheres quando estão prestes a se tornar mães, mas também desempenham uma ampla gama de funções e habilidades relacionadas às mulheres ao longo de suas vidas".

A título de exemplo, a SATSE destaca que, durante a adolescência, as parteiras realizam atividades educativas e informativas sobre saúde sexual e reprodutiva, métodos contraceptivos, hábitos de vida saudáveis e prevenção do câncer do colo do útero.

Além disso, o Sindicato indica que as parteiras também trabalham na detecção precoce de diferentes tipos de câncer, como o de mama, cervical ou genital, bem como no cuidado do climatério ou na prevenção de distúrbios do assoalho pélvico e incontinência urinária, entre outras funções.

"Tampouco devemos nos esquecer do trabalho que as parteiras realizam com os casais durante a gravidez e o período pós-parto, proporcionando apoio contínuo nesses processos decisivos na vida das pessoas e promovendo a responsabilidade conjunta", conclui o sindicato.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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