Publicado 01/09/2025 06:02

A SATSE denuncia a falta de enfermeiros especializados em Saúde Mental para atender à crescente demanda da população.

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MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato de Enfermagem (SATSE) denunciou a escassez de enfermeiros especializados em saúde mental, destacando que os serviços de saúde ainda não criaram os cargos necessários para que esses profissionais atendam às crescentes necessidades da população nessa área.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o sindicato destacou que do total de enfermeiros com título de especialista em saúde mental na Espanha, menos de 7.000, apenas 48% têm um contrato de acordo com sua especialidade. "Se o número de enfermeiros qualificados já é insuficiente, o fato de que menos da metade deles possa trabalhar é injustificável", disse o SATSE em uma declaração por ocasião do Dia Internacional desses profissionais.

Ao mesmo tempo, ressaltou que cada vez mais pessoas são afetadas por esse tipo de problema, como evidenciado pelo último Barômetro de Saúde do Ministério e do Centro de Pesquisa Sociológica (CIS), que indica que, em 2024, 18% da população precisou de cuidados, enquanto, em 2025, o número subiu para 21%.

Nesse contexto, a organização sindical lamentou que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) "não esteja preparado" para responder a essa demanda crescente da população. Por esse motivo, valorizou o trabalho dos enfermeiros especialistas em todo o processo de atendimento e exigiu um "compromisso real" das administrações para que possam trabalhar em condições de trabalho "dignas e adequadas".

IMPLEMENTAÇÃO DESIGUAL POR REGIÃO

Assim, o sindicato criticou a implementação "desigual" dessa especialidade de enfermagem pelas comunidades autônomas. Vinte anos após sua criação, em 2005, há comunidades nas quais a categoria de enfermeiro de saúde mental não foi estabelecida, de acordo com o SATSE.

Diante dessa realidade, a organização solicitou a todos os serviços de saúde que realizem um estudo detalhado das necessidades existentes em suas respectivas comunidades autônomas e, com base nos resultados, criem, de forma progressiva e constante, vagas suficientes para enfermeiros especializados em saúde mental para que eles possam trabalhar com uma abordagem abrangente em todos os tipos de centros, ambulatórios e outros recursos de saúde e sociais.

A organização sindical também enfatizou que há uma falta de compromisso com a promoção de treinamento especializado em enfermagem de saúde mental. Nos últimos quatro anos, apenas mais 45 vagas foram criadas, até um total de 356 na chamada EIR (enfermeira interna residente) 2025-2026.

Além disso, ele pediu uma maior presença desses especialistas em dispositivos preventivos e terapêuticos, como unidades de crianças e adolescentes ou unidades de comportamento aditivo, dado o aumento progressivo de casos entre crianças e adolescentes.

Nessa linha, o SATSE lembrou as conclusões de um estudo realizado em conjunto com o sindicato educacional ANPE no ano passado, que apontou um aumento nos problemas de saúde mental entre os estudantes. As principais patologias diagnosticadas são o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), a ansiedade e as tentativas de automutilação e/ou autolesão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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