MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato dos Enfermeiros, SATSE, denunciou que a falta de enfermeiros nos hospitais e centros de saúde neste verão está causando diversos problemas e situações de "sobrecarga e colapso que prejudicam tanto os pacientes quanto os profissionais".
O SATSE afirma ter constatado que a falta de planejamento adequado das substituições e a não cobertura das ausências estão gerando "uma infinidade de problemas" nos centros de saúde de diferentes comunidades autônomas, como Galícia, La Rioja, Navarra, Castilla-La Mancha, Andaluzia e Extremadura.
O Sindicato ressalta que advertiu, semanas antes da chegada do verão, que a política de "cortes de verão" (falta de substituições, fechamento de leitos, unidades e serviços, suspensão de consultas, exames e intervenções cirúrgicas) que os diversos departamentos de saúde estavam planejando implementar teria consequências para a assistência médica oferecida à população.
"A realidade que já estamos vivendo em julho mais uma vez nos deu razão e os serviços de emergência e as unidades de internação foram afetados por uma gestão administrativa que busca cortar custos no verão em vez de garantir atendimento seguro e de qualidade", ressalta a organização sindical.
COLAPSO
O SATSE sublinha, por exemplo, que se têm verificado situações de colapso e sobrecarga em diferentes serviços de urgência hospitalar, com "picos" de até 80 doentes à espera de 24 e 48 horas por uma cama na enfermaria. Por esse motivo, ele acredita que o número de boxes deve ser dobrado para acomodar apenas uma maca/cama.
Ele também ressalta que a falta de espaço devido ao fechamento de leitos faz com que alguns quartos projetados para dois leitos sejam forçados a acomodar até três pacientes, "com o consequente desconforto e mal-estar entre as pessoas que têm de passar muito tempo nesses quartos".
Ele também garante que outra consequência prejudicial é que a falta de substituição adequada dos profissionais que saem de férias ou estão em licença médica por motivo de doença, acidente de trabalho ou qualquer outro incidente leva a "uma sobrecarga de trabalho extra além do que os enfermeiros já sofrem no local de trabalho".
FECHAMENTOS E SUBSTITUIÇÕES
O SATSE lembra que denunciou que, neste ano, as administrações de saúde como um todo planejavam fechar mais de 10.200 leitos hospitalares e que a porcentagem de enfermeiros que não seriam substituídos no verão chegaria a 40-50% no caso de algumas comunidades autônomas.
"Além disso, os enfermeiros que trabalham no verão, tanto em hospitais quanto em centros de saúde, estão sendo privados de folgas e períodos adicionais de descanso por suas respectivas gerências e, somente em alguns casos, recebem licença por necessidades familiares até segunda ordem", aponta o sindicato.
Além disso, o sindicato ressalta que a "desorganização do atendimento" significa que os pacientes de diferentes especialidades estão sendo colocados de forma "dispersa" em todo o hospital. Em particular, enfatiza que "em unidades ou serviços periféricos onde a equipe nem sempre tem os meios necessários ou a experiência em lidar com pacientes de especialidades muito diferentes das de sua unidade".
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