Publicado 30/09/2026 06:53

A SATSE denuncia a “carga extra” de trabalho devido à falta de reforços para as campanhas de vacinação

Archivo - Arquivo - Vacinação, vacina, covid-19, coronavírus.
RECEP-BG/ ISTOCK - Arquivo

Alerta sobre atrasos e superlotação nos serviços de emergência

MADRID, 30 set. (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros, SATSE, denunciou que os serviços de saúde estão começando a implementar a campanha de vacinação contra a gripe e a COVID-19 sem ter reforçado o quadro de enfermeiros na Atenção Primária, o que indica que os problemas e atrasos habituais de todos os anos voltarão a ocorrer, devido à carga “extra” de trabalho que os profissionais de enfermagem precisam enfrentar.

O SATSE alerta que as consequências “são sempre as mesmas”: “Primeiro, atrasos e problemas nas campanhas de vacinação e, posteriormente, situações de colapso nos serviços de emergência, principalmente devido aos picos de pessoas afetadas pela gripe, pela COVID-19 e por outros vírus respiratórios”.

A esse respeito, o Sindicato ressalta que os gestores da saúde, além de não contratarem mais profissionais, também não “substituem adequadamente” aqueles que estão em licença médica ou que têm folgas, licenças ou dias de descanso.

Além disso, alerta que, caso seja necessário vacinar à tarde, nos finais de semana ou fora do horário normal de trabalho, as autoridades sanitárias competentes devem remunerar de forma justa esse esforço extra, que deve ter, em todos os casos, caráter voluntário.

“É injustificável que sejam pagos valores excessivamente baixos ou que existam desigualdades salariais dentro do próprio serviço de saúde, e devem ser sempre implementados programas regulamentados de módulos voluntários, garantindo o direito ao descanso e à conciliação dos profissionais afetados”, afirmam representantes do sindicato.

Por outro lado, o SATSE critica que a falta de enfermeiros suficientes impeça que eles se dediquem a outras atividades fundamentais na área de prevenção e promoção da saúde que realizam nos centros de saúde e em domicílios, bem como ao cuidado de pacientes crônicos e com múltiplas patologias. “Programas e ações que têm impacto na saúde e na qualidade de vida de muitas pessoas estão sendo ‘colocados em pausa’”, afirma.

O Sindicato ressalta que todos esses problemas continuarão ocorrendo nos próximos anos se não for realizada um planejamento conjunto e ordenado da equipe de enfermagem, que dimensione adequadamente as necessidades existentes em cada serviço de saúde, partindo do pressuposto de que essas necessidades continuarão crescendo exponencialmente ao longo dos próximos anos.

Com esse objetivo, o Sindicato impulsionou uma Iniciativa Legislativa Popular para garantir que os hospitais e centros de saúde contem com um número suficiente de enfermeiras e que os pacientes sejam sempre atendidos em condições ideais de segurança e qualidade assistencial. Essa lei está há mais de seis anos aguardando aprovação no Congresso dos Deputados, o que representa, segundo o SATSE, uma “dívida pendente” do poder público e legislativo para com toda a cidadania.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado