RAUL VALCARCEL/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 5 set. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato de Enfermeiros (SATSE) denunciou que o novo ano acadêmico começa com "más notas" para os Departamentos de Educação e Saúde devido ao fato de que "a grande maioria das crianças e adolescentes voltará às aulas a partir de 8 de setembro sem poder contar com uma enfermeira escolar".
Para o sindicato, as comunidades autônomas não reagiram ao "aumento progressivo" de todos os tipos de problemas de saúde e comportamentos de risco entre crianças e jovens com a incorporação de uma enfermeira em cada centro educacional.
O SATSE explica que a figura da enfermeira serve para atender os alunos em caso de doença crônica ou qualquer incidente, bem como para treinar e informar os alunos para que adquiram hábitos de vida saudáveis e evitem comportamentos que possam colocar sua saúde em risco.
O Sindicato lembra que um número crescente de estudos conclui que o ambiente atual e a pressão social levam as crianças e os jovens a enfrentar inúmeros problemas (saúde mental, bullying, vícios, tentativas de automutilação, obesidade, infecções sexualmente transmissíveis) que exigem prevenção, cuidado e monitoramento em diferentes áreas, sendo uma delas a escola.
ADMINISTRAÇÕES "CEGAS
Por esse motivo, a SATSE critica o fato de as Secretarias de Educação e Saúde permanecerem "cegas" diante dessa realidade e não transformarem as escolas em ambientes geradores de saúde "graças ao trabalho desses profissionais de saúde em coordenação com o corpo docente e o restante da comunidade educacional".
Outro aspecto destacado pelo Sindicato é que, "no contexto atual de hospitais e centros de saúde superlotados e subfinanciados", o trabalho das enfermeiras escolares nas escolas e faculdades ajudaria a melhorar essa situação, evitando consultas e intervenções. "Nossas autoridades de saúde e educação carecem de visão e têm uma visão muito simplista e míope", acrescenta.
DEDICAÇÃO TOTAL
"Esses profissionais de saúde não podem desenvolver todo o seu potencial em termos de prevenção, atendimento e promoção da saúde se estiverem em seu centro de saúde e dedicarem apenas algumas horas de seu trabalho para visitar as escolas e faculdades a eles designadas", enfatiza.
A SATSE é a favor de um enfermeiro escolar que esteja integrado ao serviço de saúde correspondente e que possa ser um verdadeiro interlocutor e facilitador da assistência à saúde dos alunos.
Por fim, o sindicato ressalta que, embora as famílias gastem em média de 500 a 600 euros na volta às aulas, as administrações não querem investir entre 16 e 20 euros por habitante por ano para que todos os alunos tenham uma enfermeira. Trata-se de uma quantia "irrelevante" que permitiria atender e cuidar de crianças e adolescentes durante o tempo que passam nas escolas e institutos, que é grande parte de seu dia a dia, conclui.
Da mesma forma, e ao contrário do que estão fazendo algumas comunidades autônomas, como Andaluzia, Múrcia ou Catalunha, entre outras, o Sindicato dos Enfermeiros exige que os enfermeiros escolares trabalhem em tempo integral e com dedicação total, no próprio centro educacional.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático