Publicado 14/10/2026 13:45

A SATSE completa 40 anos com os olhos voltados para a próxima legislatura e para um governo que apoie as condições profissionais

A SATSE completa 40 anos com os olhos voltados para a próxima legislatura e para um governo que apoie as condições profissionais
EUROPA PRESS

MADRID 14 out. (EUROPA PRESS) -

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros (SATSE), Laura Villaseñor, manifestou sua satisfação pela comemoração do 40º aniversário da organização, que coincide com um momento “complicado” devido à convocação de eleições gerais, ante o que solicitou que o novo governo “se empenhe em melhorar as condições de trabalho das enfermeiras, dos fisioterapeutas e do restante dos profissionais do Sistema Nacional de Saúde (SNS)”.

O desejo é “que este novo governo se comprometa com todos esses projetos que ficaram para trás”, indicou ela, referindo-se, entre outros, ao Projeto de Lei do Estatuto-Quadro. Assim, a meta é “que possamos contar com uma norma básica que melhore nossas condições, que haja um compromisso com esse Estatuto-Quadro”, insistiu.

Além disso, ela exigiu que o Executivo a ser formado após as eleições impulsione “a Lei dos Medicamentos”, bem como defenda “a reforma, também, da Lei de Ordenação das Profissões da Saúde (LOPS)”. Outra intenção é “que, finalmente, possamos ver aprovada nossa Lei de Proporções de Enfermeiros, que está há oito anos paralisada no Parlamento”, destacou.

Enquanto isso, destacou os “40 anos de luta sindical (...) em defesa da profissão”, com “vocação de serviço” e durante os quais foram alcançados acordos. Por isso, destacou “a importância do diálogo, a importância de unir vozes para avançar”, diante das “inércias que vêm impedindo o pleno desenvolvimento” das profissões de Enfermagem e Fisioterapia.

“Fomos atacados, subestimados e tentaram nos limitar”, diante do que “nossa resposta tem sido e continuará sendo avançar com argumentos, trabalho e vontade de chegar a um acordo”, continuou, em seguida, afirmou que “o sistema de saúde precisa de mudanças urgentes e deve colocar o atendimento no lugar estratégico que lhe cabe”.

PEDE UM PACTO DE ESTADO, DE VERDADE

Villaseñor, que lembrou que a comemoração coincide com a da Lei Geral de Saúde, que “reconheceu a contribuição de todas as profissões”, sustentou, no entanto, que “40 anos depois, persistem as desigualdades”. Por isso, “precisamos desse pacto pela Saúde, de verdade, com a participação daqueles que tornam possível o atendimento dia a dia”, explicou, especificando que é oportuno “que ele enfrente a falta de profissionais, garanta financiamento suficiente e estável e coloque o paciente no centro”.

“Um ponto-chave será reforçar o cuidado e o papel da Enfermagem e da Fisioterapia na assistência, na gestão, na tomada de decisões e na pesquisa”, insistiu, pois “o valor de uma profissão não depende do poder acumulado, mas do que ela contribui para a saúde e o bem-estar”. “Não poderemos enfrentar o futuro com estruturas ancoradas no passado”, concluiu.

Na mesma linha, a ministra da Saúde, Mónica García, compartilhou que “o valor dos cuidados está aí” e é o que as enfermeiras oferecem. “Todos nós somos pacientes e vamos precisar de cuidados”, prosseguiu ela, acrescentando que “a saúde é muito mais do que o resultado de um exame ou de um tratamento”.

Assim, após enfatizar a importância dos determinantes sociais da saúde, ela destacou o “conhecimento científico” das profissionais e a humanização que as caracteriza. Por isso, “precisamos de um sistema de saúde que seja mais comunitário, mais próximo e conectado aos serviços sociais”, razão pela qual as enfermeiras terão “um papel cada vez mais decisivo”, indicou ela.

Além disso, e após destacar o fato de que a Enfermagem é “uma profissão predominantemente feminina” que “teve de abrir caminho diante de muitos preconceitos”, ela afirmou que, juntamente com a Fisioterapia, é “um tesouro” que a SATSE tem defendido. “Vocês são parte fundamental das equipes multidisciplinares”, enfatizou, ponto em que destacou os avanços alcançados durante seu mandato, como “o Comitê de Cuidados em Saúde e a aprovação do Marco Estratégico de Cuidados de Enfermagem”.

SAÚDE ESPERA QUE A LEI DAS PROPORÇÕES DE ENFERMEIRAS SEJA RETOMADA COM OS NOVOS LEGISLADORES

“Espero que seja retomada na próxima legislatura”, afirmou, por fim, em relação à Lei das Proporções de Enfermeiros e após comemorar o aumento da oferta de vagas para Enfermeiros Residentes Internos (EIR) no âmbito do edital de Formação em Saúde Especializada (FSE) e a facilitação do direito à prescrição de medicamentos.

Por sua vez, a ex-ministra da Saúde, Ana Pastor, destacou as “grandes conquistas” alcançadas pela profissão, como “o curso de graduação, o acesso pleno ao mestrado e ao doutorado, e as especialidades”. “Vocês, enfermeiras, prestam cuidados, oferecem educação em saúde e administram unidades”, bem como “autorizam a dispensação de medicamentos com segurança jurídica”, por isso “são figuras indispensáveis do sistema de saúde”, destacou ela.

A política do Partido Popular destacou as medidas implementadas durante seu mandato à frente do ministério, como a aprovação do Estatuto-Quadro de 2003 e as leis de Coesão e Qualidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e de Ordenamento das Profissões da Saúde (LOPS). Esta última “foi um momento muito importante para a Enfermagem”, já que “até então, as funções estavam dispersas em normas antigas” e certificou o reconhecimento “como profissão da área da saúde”, afirmou.

Para concluir, o ex-secretário de Estado da Saúde, Fernando Lamata, que destacou a “contribuição relevante do SATSE”, lembrou que, segundo dados do Ministério da Saúde de 2024, “39,4% das enfermeiras manifestaram a intenção de deixar a profissão nos próximos 10 anos”. Em sua opinião, “o problema é que os recursos são insuficientes e não é possível ter acesso à saúde quando você precisa”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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