Publicado 13/05/2025 06:13

O SATSE apresenta alegações na lei de medicamentos para normalizar a figura do profissional que prescreve.

Archivo - Arquivo - Enfermeira colocando luvas de látex.
RAUL VALCARCEL/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 13 maio (EUROPA PRESS) -

O Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) pediu ao Ministério da Saúde que garanta que o Decreto Real sobre a prescrição de enfermagem permaneça em vigor "para todos os fins" até que esse regulamento seja atualizado com base na nova Lei de Medicamentos e Dispositivos Médicos.

Essa é uma das alegações que o SATSE apresentou a esse projeto de lei durante sua fase de informação pública pelo Ministério da Saúde. Da mesma forma, também solicitou que as diretrizes para a indicação, uso e autorização de dispensação de medicamentos sujeitos a prescrição médica por enfermeiros, tanto as já publicadas quanto as que serão publicadas em um futuro próximo, permaneçam em vigor.

O futuro regulamento, que ainda precisa passar pelo procedimento parlamentar, estabelece que, após sua entrada em vigor, o decreto real sobre a prescrição de enfermeiros deverá ser atualizado no prazo de um ano e os regulamentos que regem a indicação, o uso e a autorização de dispensação de medicamentos prescritos por fisioterapeutas serão desenvolvidos.

Nesse sentido, a organização sindical não quer que ocorra uma situação em que o decreto real atual já tenha sido revogado, mas o novo ainda não tenha sido desenvolvido e aprovado e, portanto, haja uma lacuna que signifique uma "paralisação" no desenvolvimento dessa competência dos enfermeiros.

O sindicato considera que o projeto de lei preparado pelo Ministério da Saúde é um "passo à frente" ao reconhecer diretamente o poder de prescrição aos enfermeiros e fisioterapeutas dentro do escopo de suas competências, mas considera que ele precisa ser aprimorado em alguns aspectos.

Assim, outras alegações apresentadas pelo SATSE concentram-se em questões de redação que, segundo ele, devem ser modificadas para introduzir uma terminologia "mais correta e inclusiva". Especificamente, em diferentes artigos, há termos que se referem a um único grupo profissional, quando deveria ser feita referência a "prescritor de saúde autorizado".

Ela também defende o uso de termos como "uso clínico" ou "uso terapêutico" em vez de "uso médico" para evitar qualquer interpretação de exclusividade relacionada a produtos medicinais.

DIRETRIZES

A SATSE ressalta que continua trabalhando com o Ministério da Saúde no desenvolvimento de novas diretrizes que permitam a esses profissionais "indicar, utilizar e dispensar" determinados medicamentos com base nos protocolos estabelecidos e acordados em cada caso.

Nesse sentido, a União lamenta que a implementação das diretrizes já publicadas, um total de dez, esteja sofrendo um atraso considerável em muitas comunidades autônomas. "Elas são a principal garantia para a indicação de medicamentos por parte dos enfermeiros e os departamentos regionais de saúde não estão sendo suficientemente ágeis e eficazes em sua implementação", aponta.

A SATSE reitera que a prescrição do enfermeiro favorece a acessibilidade dos cidadãos a medicamentos e produtos de saúde, evitando deslocamentos e incômodos para obtê-los; reduz a automedicação; promove a continuidade do cuidado, a adesão terapêutica e a segurança no uso de medicamentos, e aumenta o nível de confiança e satisfação dos profissionais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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