Marcos Moreno - Europa Press
MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
O Comitê Executivo Estadual (CEE) do Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) acusou, nesta quarta-feira, o Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA) de apresentar “meias verdades” sobre a situação da assistência médica em Ceuta, ao mesmo tempo em que exigiu um aumento do quadro de funcionários e melhorias nas condições dos profissionais de saúde.
O órgão máximo de direção do sindicato manifestou seu apoio às enfermeiras, fisioterapeutas e a todo o pessoal do INGESA, que há várias semanas vêm trabalhando em um “clima grave e preocupante de sobrecarga, tensão e insegurança que está afetando sua saúde física, psicológica e emocional”.
Nesse contexto, voltou a exigir que a INGESA ofereça maior estabilidade e melhores condições de trabalho ao pessoal da saúde em Ceuta, incluindo a formalização de contratos com duração mínima de seis meses para fidelizar os profissionais e a compensação com dias de descanso pelo esforço extra que estão realizando ao fazer turnos duplos e trabalhar “muito mais” horas do que lhes caberia.
Em seguida, denunciou a política de “ocultação” do instituto subordinado ao Ministério da Saúde em suas informações sobre a pressão assistencial que a cidade autônoma enfrenta. Especificamente, o SATSE afirmou que os números da administração não correspondem à realidade, uma vez que nem todas as pessoas atendidas são contabilizadas.
Nesse sentido, criticou o fato de o INGESA insistir que não houve colapso na assistência em nenhum momento. “É absolutamente inaceitável que uma equipe exausta tenha que ouvir na mídia que a situação, tanto no hospital quanto nos centros de saúde de Ceuta, não foi nem é grave e que, em todos os momentos, esteve sob controle”, afirmaram representantes do sindicato.
Além disso, criticaram a INGESA por destacar que foram realizadas 100 novas contratações de pessoal, quando “o que foi feito foi prorrogar temporariamente contratos já existentes”.
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