O sindicato pede que parem de agir “de improviso” e realizem um planejamento “adequado e exigente” MADRID 22 jan. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato de Enfermagem, SATSE, acredita que o Governo e as comunidades autónomas “são incapazes de oferecer soluções sólidas e com visão de futuro para problemas e necessidades reais que se perpetuam ao longo do tempo há muitos anos”, em referência ao déficit de pessoal de enfermagem existente em todos os serviços de saúde.
Assim, o sindicato afirma que a atual forma de governar de todas as administrações públicas de saúde se caracteriza pela tomada de decisões “reativas” para gerar “efeitos surpresa” momentâneos, mas “carece de um rumo claro a longo prazo”. Sem estarem conscientes de que a falta de pessoal de enfermagem existente não será resolvida até que o Governo e as comunidades autónomas deixem de agir “de improviso” e realizem um planeamento adequado e exigente dos recursos humanos necessários a curto, médio e longo prazo.
O Sindicato sublinha que as secretarias de Saúde “reprovam” nas três disciplinas fundamentais para desenvolver um planejamento adequado em matéria de recursos humanos, “que são analisar a situação atual com base em dados objetivos verificáveis, definir objetivos concretos num horizonte temporal definido e implementar as ações e medidas necessárias de forma progressiva e coerente”, salienta.
Quanto à “primeira matéria”, o Sindicato lembra que já se passaram 14 anos e o SNS continua sem contar com um Registro Estadual de Profissionais de Saúde em pleno funcionamento. “Não entendemos como já se passaram cerca de 40 anos desde a aprovação da Lei Geral de Saúde e ainda não sabemos exatamente quantos profissionais estão trabalhando, onde estão trabalhando e quais funções estão desempenhando”, afirma.
A este respeito, a SATSE salienta que não se trata apenas de estimar um número de profissionais necessários com base no número de habitantes, mas sim de ter em conta a atenção e os cuidados que toda a população requer, em função de fatores-chave como o seu envelhecimento progressivo ou o aumento da cronicidade, das pluripatologias ou dos níveis de dependência.
Por último, denuncia que continua a não se verificar o necessário aumento progressivo do número de vagas universitárias no curso de Enfermagem e que a precariedade das condições de trabalho continua a forçar a emigração de profissionais, seja para outros países ou entre comunidades autónomas.
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