Publicado 13/08/2026 08:54

Santander, ponto de encontro para estudar o universo com o telescópio James Webb

Reúne 71 pesquisadores e profissionais de diversos países para analisar os últimos avanços no estudo das lentes gravitacionais

Os 71 participantes do congresso dedicado ao telescópio espacial James Webb
UC

SANTANDER, 13 ago. (EUROPA PRESS) -

Santander sedia nesta semana —de 10 a 14 de agosto— o congresso internacional “JWST Through Cluster Lenses”, que reúne 71 pesquisadores e profissionais de diversos países para analisar os últimos avanços no estudo das lentes gravitacionais com base nas observações do telescópio espacial James Webb (JWST).

Seu principal objetivo é reunir a comunidade científica que trabalha no estudo das lentes gravitacionais, especialmente aquelas produzidas por aglomerados de galáxias, informou a UC.

As lentes gravitacionais são um fenômeno previsto pela teoria da relatividade geral de Albert Einstein, pelo qual a gravidade de um objeto massivo, como um aglomerado de galáxias, curva o espaço-tempo e desvia a luz proveniente de objetos situados atrás dele. Esse efeito pode atuar como uma verdadeira “lente cósmica”, permitindo observar galáxias extremamente distantes e fracas que, sem esse fenômeno, seriam muito mais difíceis de detectar.

Além disso, seu estudo oferece uma ferramenta para investigar a distribuição da matéria bariônica e escura no universo, bem como para determinar parâmetros cosmológicos, estudar a evolução do universo e compreender melhor as propriedades dos próprios aglomerados de galáxias.

No evento, participaram uma ampla delegação dos Estados Unidos, incluindo funcionários administrativos da NASA, e quatro pesquisadores espanhóis, entre outros.

O evento foi organizado pelos pesquisadores do Instituto de Física da Cantábria (CSIC-UC) José María Diego, Ana Acebrón e José María Palencia, em colaboração com a Universidade de Toronto e a Prefeitura de Santander.

JAMES WEBB

Lançado em dezembro de 2021, o JWST é o observatório espacial mais potente e avançado. Suas capacidades de observação, especialmente na faixa do infravermelho, permitem estudar objetos extremamente distantes e observar o universo em estágios muito iniciais de sua história.

“Isso nos permitiu acessar objetos e fenômenos que, até agora, eram difíceis ou impossíveis de estudar. Em combinação com o efeito das lentes gravitacionais, suas capacidades permitem ampliar ainda mais essa fronteira”, comentou Ana Acebrón.

Durante o encontro, os participantes apresentam os resultados obtidos com o JWST e analisam as diferentes aplicações científicas que as lentes gravitacionais oferecem na escala de aglomerados de galáxias. Entre elas, a reconstrução da distribuição de massa, o estudo da matéria escura, a investigação de galáxias extremamente distantes e a análise da formação e evolução das estruturas do universo.

Parte das atividades do congresso está ligada à colaboração VENUS, que reúne pesquisadores que trabalham no aproveitamento de observações de aglomerados de galáxias e suas lentes gravitacionais para abordar questões relacionadas à estrutura e à evolução do Universo. A colaboração complementa os resultados obtidos com o JWST e permite avançar na análise conjunta desses sistemas.

A escolha de Santander como sede do encontro permitiu aos participantes assistir a um evento astronômico excepcional: o eclipse solar total de 12 de agosto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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