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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
A seguradora Sanitas se propôs a desmistificar os principais mitos que podem colocar em risco a saúde bucal, por isso ressaltou que as variações na tonalidade dos dentes são normais e não estão diretamente relacionadas à presença ou ausência de doenças.
A cor dos dentes depende da espessura do esmalte e da dentina subjacente, explicou a empresa, por ocasião da comemoração, nesta sexta-feira, 20 de março, do Dia Mundial da Saúde Bucal. Nesse sentido, ele destacou que isso depende em grande parte dos hábitos cotidianos, mas também do conhecimento sobre como cuidar dos dentes e das gengivas, pois algumas crenças muito difundidas levam a interpretar como normais sinais que não o são ou a substituir rotinas eficazes por outras menos adequadas.
“Um dos principais problemas que enfrentamos no consultório é que muitos pacientes chegam quando a doença já está avançada”, indicou o dentista da equipe de Inovação e Qualidade Clínica da Sanitas Dental, Antonio Longo, já que esses mitos podem favorecer, entre outras coisas, o acúmulo de placa bacteriana, um fator envolvido no desenvolvimento de cáries e doenças periodontais.
Além disso, ele destacou que existem processos que “são reversíveis nas fases iniciais”. No entanto, “se não forem identificados a tempo, podem evoluir para perda de suporte do dente ou lesões mais profundas, como é, por exemplo, o caso de cáries incipientes que não são detectadas e tratadas a tempo”.
“Um dos exemplos mais comuns são as cáries interdentais que, se não fizermos check-ups, não podem ser vistas a olho nu e atingem o nervo, exigindo tratamentos mais complexos, como um tratamento de canal ou até mesmo a colocação de uma coroa”, continuou Longo. De qualquer forma, essa evolução não se deve apenas à falta de higiene.
O SANGRAMENTO DURANTE A ESCOVAGEM NÃO É NORMAL
Outro dos mitos que a Sanitas abordou neste contexto é a crença errônea de que o sangramento durante a escovagem é normal, algo que a empresa refutou, pois isso indica inflamação gengival. O acúmulo de placa bacteriana na borda da gengiva favorece a proliferação bacteriana e desencadeia a gengivite e, sem tratamento, pode afetar os tecidos de suporte do dente, podendo evoluir para periodontite grave, que pode até levar à perda dentária.
Além disso, explicou que a placa bacteriana é eliminada com uma boa técnica, sem esfregar em excesso ou com força; ao mesmo tempo, informou que, nas fases iniciais, tanto a cárie quanto a doença periodontal geralmente não causam dor, mas a destruição do tecido dentário ou do osso de suporte pode avançar progressivamente sem incômodos evidentes.
Além disso, ele especificou que, na maioria dos casos, a principal causa da halitose é a atividade bacteriana na cavidade oral; ao mesmo tempo, esclareceu que os enxaguantes bucais, embora tenham algum benefício químico, não eliminam mecanicamente a placa aderida à superfície dentária.
“A saúde bucal não depende apenas da frequência da escovação, mas de como se interpreta o que ocorre na boca”, afirmou Longo, acrescentando que “normalizar certos sinais ou confiar em soluções parciais pode gerar uma falsa sensação de controle”. “A consulta periódica, seja presencialmente ou por videoconsulta, continua sendo uma ferramenta fundamental para prevenir complicações”, concluiu.
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