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MADRID 3 fev. (EUROPA PRESS) - A respiração bucal prolongada pode causar ressecamento bucal, cáries, halitose e problemas de alinhamento dentário, entre outras complicações, segundo Gabriela Aldana, da equipe de Qualidade Clínica e Inovação da Sanitas Dental.
Nas estações frias, a congestão nasal faz com que respirar pela boca se torne algo habitual, e isso pode ter consequências cumulativas que pioram a qualidade de vida ou implicam complicações médicas. Esse padrão geralmente aparece de forma temporária, mas também pode se manter ao longo do tempo, causando efeitos adversos. A Sanitas Dental apontou que essa prática tem vários impactos na saúde bucal. O primeiro deles é a boca seca, pois a mucosa oral resseca e diminui a produção de saliva. Dessa forma, reduz-se a proteção contra as bactérias e o pH da boca é alterado. Essa falta de saliva faz com que as bactérias se proliferem, aumentando o risco de cáries, gengivite e mau hálito persistente.
Respirar pela boca também está associado a roncos e apneia do sono, o que dificulta a oxigenação correta e um descanso reparador. Isso ocorre porque não há filtragem, umidificação e aquecimento natural do ar que o nariz oferece, de modo que as vias respiratórias ficam mais facilmente irritadas e aumenta a probabilidade de infecções ou alergias.
Se as crianças respirarem pela boca continuamente, a posição da boca e da mandíbula pode ser alterada. Portanto, podem ocorrer problemas no desenvolvimento facial, que podem resultar em mordidas abertas ou apinhamento. Além disso, podem ocorrer alterações posturais na mandíbula que acabam provocando tensão mandibular e desgaste dentário. Diante desses efeitos, os especialistas recomendam reforçar a higiene bucal, beber água com frequência (evitando bebidas açucaradas ou alcoólicas), usar soro fisiológico, realizar lavagens nasais e evitar fumaça, poeira e ambientes secos.
Se esses sintomas persistirem, os especialistas recomendam “consultar um profissional odontológico ou médico”. “Detectar o problema a tempo, especialmente na infância, permite aplicar tratamentos menos invasivos e mais eficazes, favorecendo o desenvolvimento facial e dentário correto”, concluiu Gabriela Aldana.
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