CLÍNICA UNIVERSIDAD DE NAVARRA
MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) - O Serviço de Microbiologia da Clínica Universidade de Navarra publicou um estudo que descobriu que o sangue seco serve para diagnosticar infecções mesmo 7 anos após a coleta da amostra.
Este trabalho, publicado na revista “Clinical Virology”, expõe que a conservação correta dessas amostras de sangue seco em papel (conhecidas como DBS) é útil para a pesquisa, a saúde pública e o controle de epidemias. Na verdade, essas descobertas podem ser especialmente relevantes para biobancos e seroepidemiologia retrospectiva. “A análise nos permitiu concluir que os DBS armazenados corretamente continuam confiáveis mesmo muitos anos após sua obtenção”, afirmou o Dr. Gabriel Reina, microbiologista da Clínica Universitária de Navarra.
Na opinião deste médico, “no entanto, é necessário garantir que esse armazenamento seja feito em condições ideais de frio, que geralmente são encontradas em laboratórios centrais ou centros de pesquisa”.
Para este estudo, os autores, que avaliaram a presença de anticorpos contra o HIV/AIDS nesta amostra, armazenaram-na a 80 graus abaixo de zero e analisaram-na novamente 7 anos depois para concluir que ela mantém sua validade diagnóstica.
Concretamente, entre 2016 e 2017, foram recolhidas 143 amostras de sangue seco no Hospital Monkole de Kinshasa, no Congo, e, para cada paciente, foram preparados dois cartões DBS, cada um com cinco amostras de sangue completo.
Assim, o primeiro cartão foi analisado em 2017 por meio de três testes sorológicos para o diagnóstico do HIV: ECLIA (Roche), ELFA (bioMerieux) e imunocromatografia (Geenius, BioRad). Por sua vez, o segundo foi armazenado a menos 80 °C até 2024, ano em que foi novamente estudado com as mesmas ferramentas de diagnóstico.
SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE DE 100% Assim, este trabalho mostra que a sensibilidade e a especificidade para detectar esta infecção foram de 100% em quase todos os casos e que houve uma concordância muito alta entre os resultados das primeiras amostras, obtidas em 2017, e as mesmas analisadas novamente 7 anos depois.
Com base neste trabalho, os pesquisadores indicaram que as amostras servem para diagnosticar uma pessoa específica e são muito úteis para monitorar a evolução de uma infecção na população, especialmente naquelas em que o sistema de saúde tem menos recursos.
“Realizamos esta pesquisa com amostras de sangue obtidas na República Democrática do Congo, que mantivemos durante todos esses anos na Clínica”, insistiu Reina, acrescentando que “a estabilidade dos anticorpos e dos marcadores biológicos permaneceu durante esse período, pelo que pudemos reanalisá-las com absoluta confiabilidade”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático