MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, comemorou nesta quarta-feira o "grande passo" que o acordo alcançado entre os Estados membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) representa para enfrentar futuras pandemias, a fim de evitar a situação vivida durante a Covid-19.
"Hoje damos um grande passo para a saúde global com o acordo do Tratado de Pandemia. Diante de desafios globais que não conhecem fronteiras, o multilateralismo é nosso melhor trunfo", disse o chefe do Executivo na rede social 'X'.
Da mesma forma, a Ministra da Saúde, Mónica García, descreveu o acordo alcançado como "histórico", que deverá ser aprovado pela Assembleia Mundial da Saúde, o órgão decisório da OMS, em maio.
Os Estados Membros da OMS chegaram a um acordo para que a próxima pandemia nos pegue mais bem preparados e com regras para nos ajudar a superá-la", disse García na 'X', acrescentando que "meses de trabalho árduo deram frutos e mostram que a OMS é mais necessária do que nunca".
Por sua vez, o Secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, também aplaudiu a notícia e disse que o acordo era "mais necessário do que nunca". "Obrigado especialmente àqueles que nos representaram nas negociações, com posições corajosas e nem sempre fáceis", acrescentou ele na rede social 'X'.
COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES SOBRE PATÓGENOS
O texto inclui o estabelecimento de um sistema de acesso a patógenos e compartilhamento de benefícios, a adoção de medidas concretas para a prevenção de pandemias, a construção de capacidades de pesquisa e desenvolvimento geograficamente diversificadas, a facilitação da transferência de tecnologia e conhecimento, a mobilização de uma força de trabalho nacional e global qualificada, o estabelecimento de um mecanismo de coordenação financeira e o estabelecimento de uma cadeia de suprimentos e rede logística global.
A proposta garante a soberania dos países para tratar de questões de saúde pública dentro de suas fronteiras e afirma que a OMS não terá nenhuma autoridade para direcionar ou determinar leis e políticas nacionais, nem obrigar os Estados a adotar medidas específicas, como proibir ou forçar a aceitação de viajantes, impor vacinas ou tratamentos ou implementar a contenção.
"As nações do mundo fizeram história hoje em Genebra. Ao chegarem a um consenso, elas não apenas estabeleceram um acordo geracional para um mundo mais seguro, mas também demonstraram que o multilateralismo continua vivo e que, em nosso mundo dividido, as nações ainda podem trabalhar juntas para encontrar um terreno comum e uma resposta comum às ameaças compartilhadas", disse o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
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