CEDIDA POR ANA MARÍA PÉREZ - Arquivo
MADRID 10 out. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Ação Social do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem (SAE), Daniel Torres, considera essencial aumentar o número de psicólogos na equipe de Atenção Primária para melhorar a abordagem da saúde mental na Espanha.
"Além de criar as vagas necessárias, acreditamos que é urgente a criação de uma equipe de enfermagem em saúde mental, onde os técnicos de enfermagem (TN) devem desempenhar um papel fundamental, e a criação de campanhas para lutar contra o estigma associado, especialmente quando se trata de suicídio, onde o trabalho de prevenção é essencial", acrescentou Torres no contexto do Dia Mundial da Saúde Mental, que está sendo comemorado nesta sexta-feira.
A SAE também acredita que é essencial desenvolver programas específicos para ajudar e apoiar os profissionais de saúde e de assistência social que sofrem de problemas de saúde mental relacionados ao seu trabalho de assistência: "Se não cuidarmos daqueles de quem devemos cuidar, será difícil trabalhar de forma eficaz com o paciente", explicou Torres.
Sobre esse ponto, o Sindicato lembrou que a Espanha tem sete psicólogos graduados por 100.000 habitantes, muito abaixo da média europeia de 18. Para a SAE, essa escassez de profissionais se reflete no Sistema Nacional de Saúde. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o número de psicólogos registrados com especialidade em saúde era de 43.628 em 2024, em comparação com quase 310.558 médicos. "No entanto, na convocatória de emprego 2025/2026, o número de vagas PIR oferecidas foi de 280, um número excessivamente baixo se levarmos em conta que mais de 3.000 profissionais estão se candidatando", diz o sindicato.
"Com uma população de 49 milhões de pessoas, não parece ser possível lidar com a tendência crescente de patologias mentais: de acordo com os últimos dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, entre 2018 e 2024, as licenças médicas devido a sintomas emocionais aumentaram quase 490%, os diagnósticos de estresse grave em 230% e os transtornos de ansiedade em 120%", conclui o SAE.
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