Publicado 20/07/2026 10:00

A SAE exige medidas para lidar com os problemas das TCAE após o relatório do Ministério da Saúde

Archivo - Arquivo - Manifestação do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem (SAE) em frente à sede do SAS na cidade de Sevilha.
SINDICATO DE TECNICOS DE ENFERMERIA - Arquivo

MADRID 20 jul. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem (SAE), Cristóbal Arjona, destacou a necessidade de avançar na implementação de medidas para resolver os problemas identificados na análise nacional sobre a situação dos Técnicos em Cuidados Auxiliares de Enfermagem (TCAE) na Espanha, publicada nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde.

“Agora, o importante é avançar e, com os dados em mãos, implementar as medidas adequadas para resolver os problemas levantados. Estamos convencidos de que assim será e de que o Ministério aproveitará ao máximo a oportunidade que essa iniciativa oferece para concretizar alguns dos compromissos assumidos”, afirmou Arjona.

Nesse contexto, o sindicato destacou que as conclusões do documento, no qual participaram mais de 30.000 profissionais, coincidem com suas reivindicações fundamentais. O relatório confirma que o reconhecimento das competências, a adequação das cargas de trabalho e dos quadros de pessoal, bem como o desenvolvimento da carreira profissional, são suas principais prioridades.

Além disso, o estudo estima que, em 2025, trabalhavam na Espanha cerca de 168.000 TCE, dos quais entre 136.000 e 137.000 exerciam sua atividade na área da saúde do Sistema Nacional de Saúde (SNS). Nesse sentido, a SAE afirma que sempre defendeu a necessidade de se dispor de um registro único e homogêneo de profissionais, que sirva de base para um planejamento estratégico e eficaz dos recursos humanos.

No entanto, o Sindicato dos Técnicos de Enfermagem ressalta que sempre destacou a importância desse estudo diante da ausência de análises institucionais sobre os técnicos em cuidados de enfermagem, uma situação que, em sua opinião, prejudicou o coletivo ao não permitir avaliar o impacto desses profissionais no modelo de saúde.

De acordo com o relatório, o efetivo de pessoal é uma das principais preocupações do coletivo. Apenas 25,4% dos técnicos em cuidados de enfermagem consideram que sempre ou quase sempre há profissionais suficientes para prestar cuidados de qualidade, enquanto cerca de três em cada quatro apontam que as limitações de pessoal dificultam a prestação dos cuidados necessários e aumentam a sobrecarga assistencial.

Apesar dessas dificuldades, 73,31% consideram que seu trabalho contribui sempre, ou quase sempre, para melhorar os resultados em saúde. No entanto, uma em cada quatro profissionais afirma que precisa deixar de realizar atividades próprias do atendimento com essa mesma frequência por falta de tempo, o que reflete o impacto da sobrecarga sobre o atendimento prestado.

Embora 80,05% afirmem que seu trabalho tem um elevado valor social e 69,13% avaliem positivamente sua profissão, apenas 9,57% acreditam que a população reconhece adequadamente seu trabalho sempre ou quase sempre. Quando a avaliação se refere ao cargo específico, a porcentagem de respostas positivas cai para 57,8%.

PREOCUPAÇÃO COM OS DADOS SOBRE SAÚDE MENTAL

Para o sindicato, são “especialmente preocupantes” os dados relativos à saúde mental dos técnicos de exames clínicos (TCE), que refletem uma carga superior à dos médicos e enfermeiros europeus. Assim, 37,1% apresentam sintomas compatíveis com um provável transtorno depressivo maior e 24,4% atingem níveis compatíveis com um provável transtorno de ansiedade. O desgaste diário faz com que 90,7% relatem cansaço crônico, 74,9% sofram de problemas de sono e 82,3% manifestem preocupação excessiva.

Por sua vez, o Secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, agradeceu ao Sindicato dos Técnicos de Enfermagem, na inauguração do XXXV Congresso Nacional em Málaga, em 25 de maio, pela divulgação que realizou desta pesquisa e que permitiu a elaboração deste relatório, reconhecendo igualmente o avanço de algumas das reivindicações do Sindicato no que se refere ao seu título de formação.

“Confiamos que, da mesma forma que estamos cada vez mais próximos de cumprir esse objetivo, as demais reivindicações se tornem realidade o mais rápido possível”, concluiu Arjona.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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