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MADRID 5 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas se distanciaram nesta sexta-feira do incidente envolvendo drones navais ocorrido no porto de Constanza, na Romênia, e atribuíram o fato a veículos marítimos não tripulados ucranianos.
"A Embaixada da Rússia na Romênia informa à opinião pública romena que se trata de veículos marítimos não tripulados ucranianos utilizados pelo regime de Kiev para realizar ataques terroristas contra navios civis e ameaçar a navegação no Mar Negro", assinalou a representação diplomática russa em Bucareste, insistindo que as informações divulgadas pela Romênia são “deliberadamente incompletas”.
Dessa forma, afirmou que “carece de fundamento” qualquer tentativa de “vincular direta ou indiretamente esses drones à Rússia e responsabilizá-la por este incidente”.
O Ministério da Defesa romeno indicou que o artefato que detonou nas instalações do porto, causando danos materiais, é "do tipo utilizado na guerra na Ucrânia".
“A área já estava isolada e sob controle das forças do Serviço de Inteligência romeno, da Guarda Costeira e do Ministério da Defesa Nacional, e o alvo estava, naquele momento, em processo de avaliação e isolamento”, informou o Ministério em um comunicado no qual insiste que a detonação não deixou vítimas.
Por sua vez, o presidente da Romênia, Nicusor Dan, elogiou a “rapidez” com que as forças de segurança agiram para evacuar e isolar a área “de forma preventiva antes da explosão”. Dan afirmou que este tipo de episódios "são consequência direta da guerra de agressão desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia".
Na mesma linha, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, referiram-se a este incidente como “uma consequência direta da guerra da Rússia contra a Ucrânia”.
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