MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -
A empresa farmacêutica Roche inaugurou uma nova sede de pesquisa do seu Instituto de Biologia Humana (IHB), centro localizado na cidade suíça de Basileia e pioneiro em sistemas de modelos humanos para acelerar a descoberta e o desenvolvimento de medicamentos.
Este novo espaço “reforça nosso compromisso com a Suíça como um centro de inovação global”, no qual este laboratório investe mais de 3,835 bilhões de euros em pesquisa a cada ano, explicou o CEO do Grupo, Thomas Schinecker. O objetivo é liberar o potencial transformador dos sistemas baseados em modelos humanos para revolucionar o futuro da descoberta e do desenvolvimento de medicamentos.
Nesse sentido, Schinecker indicou que, “ao combinar modelos de organoides humanos com Inteligência Artificial (IA)”, o IHB tem o potencial de mudar a forma como se descobrem e desenvolvem novos medicamentos, “tornando a pesquisa e o desenvolvimento mais preditivos e eficientes”. “Juntamente com nossos parceiros, nosso objetivo é levar tratamentos inovadores aos pacientes mais rapidamente”, destacou.
“A medicina moderna requer tecnologias sofisticadas”, afirmou, por outro lado, o diretor da instituição sediada na Suíça, Azad Bonni, que considera que, “ao sermos pioneiros em sistemas de modelos humanos e compreendermos melhor as doenças humanas”, iremos “além das limitações da pesquisa tradicional para prever se os novos tratamentos funcionarão nas pessoas e como o farão”.
Na sua opinião, esta nova instalação de pesquisa permitirá aos cientistas “realizar e traduzir descobertas na interseção entre as ciências fundamentais e industriais”. Tudo isso “mudando a forma como entendemos e abordamos as doenças humanas”, destacou.
BIOLOGIA DAS DOENÇAS HUMANAS
Para isso, o IHB baseia-se na biologia das doenças humanas, na biologia computacional e na bioengenharia translacional para ser pioneiro no desenvolvimento de sistemas avançados que replicam a biologia das patologias das pessoas com uma precisão sem precedentes.
Nesse sentido, considera-se que reunir essa experiência diversificada por meio de projetos multidisciplinares abre aos cientistas a oportunidade de gerar modelos sofisticados, tais como amostras de tecido cultivado complexo, organoides, tecnologias de microfluídica de órgão em chip e modelos in silico. Estes estão aprofundando a compreensão dos mecanismos fundamentais das doenças humanas e das terapias e transformando o futuro da P&D.
Assim, a Roche indicou que o Edifício 92 abrigará até 250 pesquisadores e proporcionará um ambiente colaborativo projetado para preencher a lacuna entre as ciências fundamentais e as industriais. Além disso, inclui laboratórios modulares que permitirão um crescimento sustentável e promoverão o intercâmbio interdisciplinar.
Além disso, a empresa destacou que está investindo atualmente mais de 1,533 bilhão de euros no desenvolvimento das instalações de pesquisa em Basileia e Kaiseraugst, que também se localizam na Suíça. Desde 2016, ela destinou, aproximadamente, verbas no valor de mais de 7,666 bilhões de euros às suas instalações suíças.
Em suma, a Roche investiu mais de 36,143 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento neste país europeu na última década, o que resulta em um gasto total de mais de 44,906 bilhões de euros nos últimos 10 anos.
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