David Zorrakino - Europa Press - Arquivo
BARCELONA 12 jan. (EUROPA PRESS) - Uma pesquisa liderada pelo Instituto de Biologia Evolutiva (IBE), um centro misto do CSIC e da Universidade Pompeu Fabra (UPF), revelou como a cooperação entre espécies poderia sustentar ecossistemas mais diversos e resistentes por meio de um novo modelo matemático.
De acordo com um comunicado divulgado pelo IBE nesta segunda-feira, a pesquisa amplia a teoria ecológica vigente e revela que a cooperação “pode dar origem a comunidades estáveis de espécies-chave em ecossistemas como o microbioma ou as comunidades vegetais”.
A pesquisa foi publicada na revista PNAS e o responsável pelo estudo, Ricard Solé, destaca que essa nova teoria propõe que as interações cooperativas “promovem a diversidade além dos modelos tradicionais baseados na competição pura”.
A pesquisa aponta que há um conjunto de espécies que precisam umas das outras para prosperar — um “núcleo cooperativo” — e que, ao fazer isso, criam as condições para manter viva uma ampla gama de espécies de baixa abundância.
Este núcleo “não desaparece mesmo quando a migração é muito escassa e atua como um motor de diversidade e estabilidade ecológica” e, segundo Solé, quando a migração é elevada, o modelo recupera os resultados clássicos da teoria baseada exclusivamente na competição.
O novo quadro teórico poderia ampliar a visão sobre as relações ecológicas e inspirar soluções de biologia sintética baseadas na cooperação, pois, segundo o coautor Jordi Piñero, poderia ajudar a projetar consórcios microbianos cooperativos que fossem mais estáveis com um núcleo de espécies resilientes.
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