MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O consumo de tabaco afeta negativamente a progressão de doenças como a espondiloartrite axial e a artrite psoriática, além de dificultar seu tratamento, razão pela qual duas novas diretrizes elaboradas pela Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER) recomendam não fumar.
Os documentos "Aprendendo a viver com a espondiloartrite axial" e "Aprendendo a viver com a artrite psoriática" incluem outros conselhos, como exercícios físicos, para melhorar o controle de ambas as doenças.
No caso de pacientes com espondiloartrite axial, o esporte pode ajudar a reduzir a rigidez matinal, embora os especialistas tenham enfatizado a importância de não incluir um número "excessivamente alto" de exercícios, de realizá-los progressivamente naqueles que não estão acostumados a fazê-los e até mesmo de consultar um fisioterapeuta ou profissional de saúde se for necessária orientação.
A rigidez da artrite psoriática também melhora com a prática de esportes, especialmente aqueles que envolvem a mobilidade das articulações, sendo recomendados exercícios na água, pois eles exercem menos pressão sobre as articulações do que os realizados em terra.
Da mesma forma, os especialistas enfatizaram a necessidade de um bom monitoramento clínico para evitar complicações cardiovasculares e consideraram "fundamental" seguir uma dieta saudável, buscar apoio psicológico, se necessário, e participar de associações de pacientes.
"Eles são escritos em linguagem simples e abrangem os aspectos mais úteis da doença para as pessoas afetadas: diagnóstico, tratamento e gerenciamento da doença, bem como outras questões úteis, como contatos de associações de pacientes ou diferentes recursos com informações rigorosas que podem ser encontradas na Internet", explicou o Dr. Carlos Montilla, reumatologista do Hospital Clínico Universitario de Salamanca e um dos revisores desses guias.
Essa atualização também foi justificada pela aprovação de novos medicamentos indicados para essas patologias desde 2018, o que busca maior variabilidade na prática clínica e, assim, melhorar o atendimento e a qualidade de vida dos pacientes.
"Outros aspectos inovadores são a importância do diagnóstico precoce da artrite psoriásica, sua fase pré-clínica e a prevenção da transição da psoríase para a artrite psoriásica. Vários estudos observacionais retrospectivos sugerem que a terapia biológica poderia prevenir ou retardar essa transição", disse o Dr. Juan D. Cañete Crespillo, coordenador clínico da atualização do Espoguia.
Além de orientar os pacientes, os textos também têm como objetivo ajudar os especialistas a selecionar recomendações com base nas evidências científicas disponíveis sobre intervenções terapêuticas.
"A intenção é ser uma ferramenta útil para todos os profissionais que cuidam desses pacientes e também para ajudar a alcançar uma tomada de decisão eficaz, segura e coordenada sobre as melhores intervenções terapêuticas, com foco nos pacientes com essas condições", acrescentou.
O Dr. Cañete também explicou que esses documentos concluem que são necessários novos estudos para fornecer "evidências suficientes" para fazer recomendações mais "robustas" sobre fatores prognósticos e biomarcadores de resposta às diferentes terapias direcionadas.
Ambos os textos foram atualizados pelo Grupo de Trabalho da Diretriz de Prática Clínica para o Tratamento da Espondiloartrite Axial e da Artrite Psoriásica (Espoguia) e estão disponíveis no site 'www.inforeuma.com'.
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