SOCIEDAD ESPAÑOLA DE REUMATOLOGÍA
MADRID 9 fev. (EUROPA PRESS) - A reumatologista Vanesa Calvo, especialista do Hospital Universitário Marqués de Valdecilla de Santander, destacou a importância de melhorar o diagnóstico precoce da uveíte, uma inflamação ocular de origem multifatorial associada a 35% dos casos de cegueira, para evitar danos oculares irreversíveis.
“A detecção precoce nesses casos é variável. Nas formas agudas, os sintomas geralmente facilitam uma consulta precoce. No entanto, na uveíte de início insidioso ou associada a doenças inflamatórias sistêmicas, o diagnóstico pode ser retardado”, destacou no âmbito do VI Curso SER de Patologia Ocular Inflamatória, organizado pela Sociedade Espanhola de Reumatologia, com a colaboração da UCB.
Estima-se que um em cada três casos de uveíte esteja relacionado a alguma doença reumática autoimune ou inflamatória. Esta doença pode se manifestar com olhos vermelhos, dor ocular, fotofobia, visão turva ou percepção de manchas flutuantes. Em alguns casos, especialmente em determinadas formas crônicas ou na população pediátrica, a inflamação ocular pode evoluir de forma silenciosa, sem sintomatologia, e se manifestar quando já existem complicações visuais.
Com o objetivo de aumentar os números de diagnóstico precoce, Calvo detalhou que as prioridades devem ser melhorar os circuitos de encaminhamento rápido, reforçar a coordenação entre os diferentes níveis de assistência e aumentar a sensibilização sobre a patologia.
A especialista, uma das coordenadoras do encontro, também apontou a necessidade de otimizar o acompanhamento de pacientes de risco e promover estratégias terapêuticas que permitam um controle adequado da inflamação, evitando o uso prolongado de corticoides, se não forem necessários.
Por sua vez, o chefe do Serviço de Reumatologia do Hospital de Mérida, Raúl Veroz, valorizou o trabalho multidisciplinar entre oftalmologia e reumatologia, que permite uma avaliação integral do paciente, maior precisão no diagnóstico e um tratamento ajustado tanto à afetação ocular como à doença sistêmica subjacente, o que acaba por contribuir para preservar a visão e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Veroz, também coordenador da iniciativa, defendeu a promoção da formação conjunta das duas especialidades e o fortalecimento dos laços de união para garantir uma melhor qualidade dos cuidados de saúde. Além disso, pediu que se impulsionasse a investigação com estudos e ensaios clínicos de qualidade que ampliem as possibilidades terapêuticas contra a uveíte.
A presidente da Associação de Uveíte (AUVEA), Virginia Nistal, destacou que a atenção multidisciplinar “faz a diferença na evolução da uveíte” e, além de exigir a criação de unidades multidisciplinares, pediu a otimização dos circuitos de encaminhamento para que os pacientes cheguem a essas unidades “no momento adequado”.
TRATAMENTOS MAIS EFICAZES E DIRECIONADOS A reumatologista Vanesa Calvo destacou os avanços que ocorreram nos últimos anos no campo da inflamação ocular, sobretudo graças ao desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e direcionados, que permitiram melhorar seu controle e reduzir complicações e sequelas.
Calvo também destacou que a padronização do manejo clínico e a abordagem terapêutica compartilhada entre diferentes especialistas representaram “um passo importante para uma atendimento mais homogêneo e de maior qualidade”.
Esta nova edição do curso da SER sobre Patologia Ocular Inflamatória contou com a colaboração da UCB no âmbito da campanha “A Arte da Inovação”, uma iniciativa que visa apoiar os profissionais de reumatologia de Espanha na sua formação e desenvolvimento, em colaboração com a SER.
O curso, com uma metodologia eminentemente prática, enfatizou a visão multidisciplinar entre reumatologia e oftalmologia, incorporou atualizações terapêuticas e abordou o manejo de casos complexos e refratários. Raúl Veroz insistiu na importância de “uma formação específica do reumatologista em uma área fundamental para prevenir danos visuais”, como a uveíte.
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