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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
A sarcoidose pode ser desencadeada por fatores ambientais, como certas bactérias ou substâncias químicas, segundo a reumatologista do Hospital Universitário La Paz de Madrid, Gema Bonilla, que destacou que, embora a causa exata dessa doença rara seja desconhecida, algumas pessoas apresentam predisposição genética.
Essa doença imunomediada e de origem desconhecida é caracterizada por uma inflamação crônica que gera granulomas, nódulos inflamatórios que podem alterar a função dos órgãos afetados. Trata-se de uma patologia “rara”, com uma frequência entre 10 e 20 casos por 100.000 habitantes, e que geralmente surge entre os 20 e os 60 anos, com maior incidência nas mulheres.
No âmbito do Dia Mundial de Conscientização sobre a Sarcoidose, comemorado em 13 de abril, a Sociedade Espanhola de Reumatologia (SER) e a Associação Nacional de Pacientes com Sarcoidose (ANES) defenderam um maior conhecimento e sensibilização sobre essa doença, com o objetivo de “melhorar a detecção precoce”.
“Seu diagnóstico requer uma abordagem diferencial ampla em relação a infecções, doenças ocupacionais e ambientais, outras doenças imunomediadas e alguns tipos de neoplasias”, afirmou Bonilla.
A reumatologista também fez referência a uma “abordagem e tratamento multidisciplinares” devido ao seu caráter multissistêmico e ao fato de que estima-se que cerca de um terço dos casos apresente doença crônica.
Além dos tratamentos farmacológicos, recomenda-se às pessoas com sarcoidose que recorram à fisioterapia e à terapia psicológica e, caso seja necessário, que adotem hábitos de vida saudáveis (dieta mediterrânea, exercício físico e descanso).
VISIBILIZAÇÃO DESTA DOENÇA RARA
A Associação Nacional de Pacientes com Sarcoidose, liderada por Elena Compadre, destacou a importância de dar visibilidade à doença e de garantir que a sarcoidose tenha maior presença em jornadas e congressos.
“Este ano, especificamente, queremos colocar o foco na importância do diagnóstico precoce e na necessidade de acompanhamento. O lema será: Sem diretrizes, não há equidade. Sarcoidose com critérios comuns já”, precisou sua presidente.
Compadre também defendeu que se promova o associativismo, que permite apoio, interação entre pacientes e orientação sobre os recursos disponíveis. Por fim, a Associação reivindicou o fomento da pesquisa e do trabalho multidisciplinar para elaborar um guia de prática clínica comum.
Por ocasião deste dia, serão realizadas ações de visibilidade nas redes sociais, com destaque também para o vídeo informativo de animação, no âmbito da campanha “Dê um nome à reumatologia”.
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