Publicado 28/07/2026 07:49

A resistência da “Helicobacter pylori” aos antibióticos mais utilizados está aumentando, segundo um estudo europeu liderado pela Esp

Archivo - Arquivo - A Helicobacter pylori é uma bactéria que infecta o epitélio gástrico humano.
FLICKER/AJC1 - Arquivo

MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -

Uma equipe de pesquisadores europeus, entre os quais se destacaram especialistas espanhóis que lideraram o trabalho, realizou um estudo que confirmou o aumento da resistência da ‘Helicobacter pylori’ aos antibióticos mais utilizados pela população.

Publicado na revista especializada “Gut Microbes”, este trabalho contou com a participação do grupo de pesquisa da área de Doenças Hepáticas e Digestivas do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede (CIBEREHD), coordenado por Luis Bujanda no Instituto de Pesquisa Sanitária Biogipuzkoa e na Universidade do País Basco (UPV/EHU). Além disso, também colaborou o grupo deste CIBER no Hospital Universitário da Princesa, em Madri, liderado por Javier Gisbert, bem como a diretora científica do Hp-EuReg (CIBEREHD-IIS-Princesa), Olga P. Nyssen.

Especificamente, esta pesquisa constatou um aumento da resistência da ‘Helicobacter pylori’ a alguns dos antibióticos mais utilizados para sua erradicação, o que compromete a eficácia dos tratamentos e obriga a reforçar as estratégias de vigilância e uso racional de antimicrobianos. Tudo isso porque essa infecção afeta, aproximadamente, 40% da população mundial e constitui o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer gástrico.

Diante disso, os especialistas afirmaram que sua erradicação requer a combinação de vários antibióticos, mas o surgimento de resistências reduz significativamente as chances de sucesso terapêutico. “Compreender como as resistências evoluem permite adaptar as estratégias terapêuticas à realidade epidemiológica e melhorar a eficácia dos tratamentos”, afirmaram os especialistas a esse respeito.

REVISÃO DE PESQUISAS

Para isso, este estudo revisou 216 pesquisas publicadas entre 1990 e 2024, que incluem dados de mais de 170.000 pacientes de 31 países europeus, tornando-se, segundo seus autores, “na análise mais completa realizada até o momento sobre a evolução das resistências primárias do ‘Helicobacter pylori’ na Europa”.

“Os resultados mostram que a resistência primária à claritromicina aumentou até atingir 24% no período mais recente (2020-2024), enquanto a resistência à levofloxacina situa-se em 21%”, continuaram, enquanto Bujanda explicou que “ambos os números ultrapassam o limite de 15% estabelecido pelas diretrizes clínicas europeias, a partir do qual o uso empírico desses antibióticos deixa de ser recomendado”.

Além disso, este estudo mostra que a resistência ao metronidazol chega a 33%, enquanto a resistência à amoxicilina, tetraciclina e rifampicina “permanece baixa, com prevalências de 2,3%, 1% e 4%, respectivamente”. Também são observadas diferenças geográficas significativas, pois “os países do sul da Europa, entre eles a Espanha, apresentam taxas de resistência superiores às observadas no norte do continente”, destacaram.

Com base no exposto, os especialistas destacaram “a necessidade de atualizar as diretrizes clínicas de tratamento, reforçar as políticas de uso prudente de antibióticos e impulsionar a criação de centros sentinela que coletem sistematicamente amostras clínicas e dados microbiológicos”. “Esses sistemas permitiriam monitorar a evolução das resistências, detectar mudanças precocemente e fornecer informações essenciais para a tomada de decisões por parte das autoridades de saúde”, concluíram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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