MADRID, 1 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Fundação Weber, Álvaro Hidalgo, destacou que o projeto “Mais Dados sobre o Câncer”, da Associação Espanhola contra o Câncer (AECC), identificou “lacunas” no tratamento oncológico na Espanha, apontando como tal “tudo o que se relaciona com os exames de rastreamento”, a “forma como a inovação chega aos pacientes” e os “prazos” no processo de atendimento.
“A qualidade e a equidade” dos exames de rastreamento são as questões a serem abordadas nesse âmbito, indicou o principal representante dessa organização, responsável pela parte técnica desse registro de dados oncológicos, que entrará em operação em 2025. Nesse aspecto e nos outros dois citados que precisam de melhorias, “estamos trabalhando”, explicou ele, especificando que esse trabalho será realizado “em 2026 e 2027”.
Hidalgo, que participou da “Jornada Mais Dados sobre o Câncer: rumo à equidade e à humanização dos dados”, organizada pela AECC, concentrou-se, a título de exemplo, no rastreamento do câncer colorretal, para o qual “em 100% dos programas” em todo o território nacional “a população-alvo é convidada”.
“Temos um alto nível organizacional com áreas-chave a serem aprimoradas”, afirmou, no entanto, e destacou que “apenas 54% dispõem de infraestrutura, suprimentos e pessoal adequados”. “Apenas 62% possui uma política de garantia de qualidade”, destacou.
Quanto a essa e às demais deficiências, ele sustentou que o objetivo do ‘Más Datos Cáncer’ é ajudar “a mudar” essa abordagem para que seja otimizada. Para isso, também foi analisado, por outro lado, “se a inovação chega de maneira homogênea ou se há diferenças de acordo com o código postal” do paciente, ressaltou.
INDICADORES PARA MEDIR A INCORPORAÇÃO DOS AVANÇOS
Com relação a esse último ponto, ele afirmou que “não existiam indicadores comparáveis que medissem se a inovação chega no momento certo e da forma adequada”, por isso, a partir dessa iniciativa, foram propostos alguns indicadores, como o relativo ao acesso a novos medicamentos, focado nos dias de espera dos pacientes a partir da aprovação pela Comissão Europeia.
Além disso, o presidente da Fundação Weber afirmou que é necessário “medir os prazos na oncologia”, referindo-se, neste caso, a “quanto tempo leva desde a suspeita até o diagnóstico” e, posteriormente, “ao tratamento”.
Por fim, ele explicou que o objetivo inicial desta iniciativa era “criar um índice de câncer na Espanha”, mas, posteriormente, buscou-se “fazer algo mais”. Assim, ele apontou outra meta, que é a de “reunir todas as informações em um único repositório” e que os dados “estejam disponíveis em todas as comunidades autônomas”.
O “Mais Dados sobre Câncer” “busca identificar as lacunas para passar à ação”, afirmou Hidalgo, que destacou a intenção de “reunir todas as informações dispersas em um único local” por meio de “um índice mais robusto e útil para a sociedade”.
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