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MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -
A inteligência artificial está contribuindo de forma significativa para orientar a imagem médica, a robótica e a saúde móvel em direção a uma medicina cada vez mais personalizada, de acordo com o relatório "A tecnologia da saúde diante da digitalização e da inteligência artificial", promovido pela Cátedra Interuniversitária de Tecnologia, Saúde e Sociedade, a Fundación Ortega-Marañón e a Fenin.
Essas tecnologias disruptivas permitem maior acessibilidade e variabilidade nos serviços médicos, o que é especialmente útil em áreas remotas e/ou áreas com recursos limitados, intervenções de saúde adaptadas a cada paciente e melhor uso dos dados de saúde.
Quanto ao uso da IA em imagens médicas, o relatório observa sua contribuição para a qualidade das imagens durante sua aquisição, reduzindo o ruído e otimizando a resolução em tempo real. Ela também está conseguindo ajustar automaticamente parâmetros como a dose de radiação e melhorar a reconstrução de imagens, reduzindo os tempos de aquisição e otimizando o fluxo de trabalho.
No campo da robótica, a IA está aprimorando ainda mais os recursos cirúrgicos nos quais essa tecnologia já desempenha um papel, automatizando tarefas e melhorando a segurança intraoperatória. A IA também está sendo usada para melhorar o campo da educação cirúrgica por meio de ferramentas automatizadas de avaliação de habilidades e fornecimento de feedback intraoperatório. O relatório observa que a IA está se expandindo rapidamente nesse campo e que os avanços futuros serão cada vez mais extraordinários.
No que diz respeito à saúde móvel, a IA abre uma nova era de atendimento personalizado e eficiente, o que é essencial diante da crescente demanda por serviços de saúde e dos recursos limitados de saúde, oferecendo novos serviços de saúde por meio de planos de tratamento personalizados, monitoramento em tempo real, análise preditiva e assistentes virtuais.
ESTADO DA DIGITALIZAÇÃO E A EXCLUSÃO DIGITAL
O documento também mostra o estado da digitalização dos processos de saúde, por meio dos casos de três áreas clínicas relevantes em um centro hospitalar, como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a Cardiologia e a Patologia.
Os dados fornecidos refletem o impacto positivo da digitalização na melhoria desses processos, mas também uma grande variabilidade na adoção dessas tecnologias entre as diferentes comunidades autônomas. Para reduzir essa lacuna, o relatório indica a importância de as soluções digitais departamentais serem consideradas "uma parte essencial" da Estratégia Nacional de Saúde Digital.
Da mesma forma, para lidar com a exclusão digital que pode ocorrer entre a população, mas também entre os profissionais, o relatório aponta para a necessidade de investir esforços em programas de treinamento para ambos os grupos, pois, caso contrário, a exclusão digital pode, por sua vez, aumentar a exclusão da saúde.
Entre os desafios identificados no documento para a implementação da IA e da digitalização no setor de saúde estão os desafios organizacionais, como a possível relutância em mudar os profissionais e a administração, e os desafios "legais" relacionados ao manuseio e armazenamento de dados. Também são identificados desafios econômicos relacionados ao fornecimento de recursos para a implementação e manutenção dessas soluções, bem como desafios tecnológicos devido à interoperabilidade ainda limitada entre os diferentes sistemas e equipamentos.
Para abordar a transformação tecnológica do setor de saúde, o relatório pede a criação de equipes multidisciplinares compostas por engenheiros biomédicos e profissionais de saúde para projetar, treinar e implementar a IA de forma ética, transparente e acessível. Nesse novo paradigma clínico, ele observa que será fundamental garantir que as tecnologias de saúde baseadas em IA sejam projetadas e implementadas com proteções intransigentes para o consentimento do paciente, a privacidade, a segurança e a segurança cibernética.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático