Publicado 17/03/2025 15:40

O relatório caracteriza o exposoma para medir o impacto da exposição a fatores ambientais

Ele pode ser usado para reduzir as desigualdades na saúde ou na medicina personalizada.

Archivo - Arquivo - Vista da cidade de Barcelona a partir da cadeia de montanhas Collserola em um dia de alta poluição.
EUROPA PRESS - Arquivo

BARCELONA, 17 mar. (EUROPA PRESS) -

Um relatório da Seção de Ciências do Institut d'Estudis Catalans (IEC), liderado pelo Barcelona Institute for Global Health (ISGlobal), caracterizou e explorou o potencial do conceito de "expossoma", que mede a exposição a fatores ambientais ao longo da vida.

O trabalho, apresentado na segunda-feira na sede do IEC, mostra como o exposoma - baseado na imagem do genoma humano - representa uma mudança de paradigma nas ciências da saúde, pois destaca o impacto "intrincado e cumulativo" das exposições ambientais sobre a saúde humana.

O exposoma captura todos os impactos ambientais internos e externos aos quais uma pessoa é exposta desde o nascimento até a morte, bem como as respostas biológicas do corpo; o relatório propõe vários métodos para caracterizá-lo, incluindo questionários, modelagem ambiental, fotografias e tecnologias ômicas, entre outros.

A diretora do Exposome Hub da ISGlobal e principal autora do estudo, Léa Maitre, explicou que a estrutura do exposome pode ser usada para reduzir as desigualdades na saúde, pois oferece novas maneiras de estudar como as condições sociais são biologicamente integradas por meio de exposições ambientais externas e respostas internas.

EXPOSIÇÃO E DOENÇA

O pesquisador, membro da Seção de Ciências do IEC e coordenador do estudo, Josep Tabernero, defendeu o investimento "muito maior" no estudo do exposoma e sua contribuição para as doenças, e destacou que a pesquisa é importante para obter o conhecimento certo para regulamentar.

Ele ressaltou que 45% dos tumores seriam evitáveis com hábitos de vida perfeitos - impossíveis de serem alcançados - mas que, com medidas que modificassem alguns dos fatores do exposoma, seria possível obter uma redução de 30%.

Nesse sentido, ele apontou fatores bem conhecidos, como o consumo de tabaco, álcool e açúcar, mas também alimentos ultraprocessados, poluição gerada por motores de combustão e consumo inadequado de antibióticos.

Por sua vez, Josep Peñuelas, também pesquisador, membro da Seção Científica do IEC e coordenador do estudo, enfatizou a necessidade de "trazer a ecologia para dentro" da medicina e a importância da relação entre os seres humanos e seu ambiente.

Ele alertou sobre a mudança global pela qual o exposoma está passando, não apenas para os seres humanos, mas para todos os seres que habitam a Terra, e como isso pode estar "intimamente ligado" ao desenvolvimento de doenças crônicas e respiratórias, câncer e problemas de saúde mental, entre outros.

Ele disse que temos ferramentas cada vez mais bem desenvolvidas, com as quais podemos gerar grandes quantidades de dados que nos permitem conhecer "cada vez melhor" os padrões nos quais o exposoma muda, o que pode ser especialmente relevante no campo da medicina personalizada.

SAÚDE, CONHECIMENTO E RIQUEZA

Antoni Plasencia, Diretor Geral de Pesquisa e Inovação do Governo da Catalunha e ex-diretor da ISGlobal, falou no evento, defendendo o papel da pesquisa como geradora de saúde, conhecimento e riqueza, e defendendo sua importância diante dos desafios do populismo e do negacionismo científico.

Na mesma apresentação, a diretora geral da Rezero, Rosa García, apresentou a 'Declaració futur sense tòxics', que exige o cumprimento das regulamentações e sua extensão, levando em conta os efeitos da mistura e do acúmulo de produtos químicos nos produtos, e a expansão do conhecimento científico independente.

Também pede o cumprimento do princípio de acesso às informações sobre produtos de consumo e solicita que os vários ministérios envolvidos trabalhem "juntos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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