Ricardo Rubio - Europa Press
MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -
A dentista da Equipe de Inovação Clínica e Qualidade Assistencial da Sanitas Dental, Victoria Cartaya, e a diretora médica da Sanitas Mayores, a Dra. Miriam Piqueras, afirmaram que, para evitar a sensibilidade dentária, é recomendável “reduzir a frequência do consumo de bebidas ácidas e evitar escovar os dentes imediatamente após tomá-las”.
“Refrigerantes, bebidas energéticas, sucos cítricos ou água com limão corroem o esmalte se consumidos repetidamente”, indicaram a esse respeito, em seguida, afirmaram que “é preferível concentrar o consumo nessas bebidas em momentos específicos, beber água depois e esperar pelo menos 30 minutos antes de escovar os dentes”.
Além disso, Cartaya e Piqueras defendem evitar mudanças extremas de temperatura em poucos segundos durante as refeições, pois alternar uma bebida muito gelada com comida quente “pode aumentar a sensação de dor em dentes sensíveis e favorecer microfissuras ou desconforto em dentes já vulneráveis”. Além disso, é necessário “usar escovas de dentes com cerdas macias, pasta com flúor e revisar a técnica de escovação”, explicaram.
“Não iniciar clareamentos sem avaliação profissional” é outra medida a ser tomada, pois “os produtos clareadores mal indicados ou repetidos com muita frequência aumentam a sensibilidade e podem irritar os dentes e as gengivas”, indicaram, ao mesmo tempo em que recomendam “consultar o dentista se a sensibilidade surgir de forma repentina, persistir ou se concentrar em um dente específico”.
Assim, eles destacaram tudo isso no contexto do verão, em que as temperaturas extremas podem influenciar a saúde bucal, especialmente quando combinadas com hábitos como ingerir bebidas muito geladas, consumir sorvetes ou alternar entre ambientes de calor intenso e espaços climatizados. Esses contrastes térmicos costumam provocar incômodos breves e agudos nos dentes quando há sensibilidade dentária.
ALTA PREVALÊNCIA NA ESPANHA
De fato, o “Estudo Sanitas sobre Saúde Bucal 2026” revela que a sensibilidade dentária é um dos incômodos bucais mais frequentes entre os espanhóis, com uma prevalência de 37,5%. Essa condição costuma estar relacionada ao desgaste do esmalte ou à retração da gengiva, que deixam a dentina exposta e facilitam a transmissão de estímulos térmicos, químicos ou táteis.
“A temperatura, por si só, não causa a sensibilidade dentária, mas atua como gatilho quando o dente já possui uma área vulnerável”, explicou Cartaya, acrescentando que “um esmalte desgastado, uma gengiva retraída, uma cárie, uma fissura ou um tratamento odontológico recente podem facilitar a passagem do estímulo”. “Se, além disso, houver bruxismo, escovação agressiva, erosão por ácidos ou uso de clareadores sem supervisão, o incômodo surge com mais facilidade”, destacou.
Além disso, em idosos, essa situação requer atenção especial, pois é mais comum encontrar gengivas retraídas, restaurações antigas, desgaste dentário, cáries radiculares ou boca seca associada a determinados medicamentos ou doenças. “A saliva ajuda a proteger a boca, neutralizar ácidos, remover restos de alimentos e manter o equilíbrio da cavidade oral; portanto, sua diminuição deixa os dentes mais expostos a incômodos, cáries e infecções”, indicaram as especialistas.
“Na população idosa, uma sensibilidade que antes não existia não deve ser atribuída automaticamente à idade”, afirmou Piqueras a esse respeito, acrescentando que, “às vezes, ela revela alterações na gengiva, perda de esmalte, cárie radicular ou secura persistente”. “Detectá-la a tempo permite ajustar a higiene, revisar os tratamentos e evitar que um incômodo aparentemente menor acabe afetando a alimentação ou os cuidados diários com a boca”, afirmou.
Por fim, Cartaya afirmou que a sensibilidade dentária “tem tratamento quando a causa é bem identificada”, pois “em alguns casos, basta um creme dental dessensibilizante com flúor, nitrato de potássio ou fluoreto de estanho, ou uma aplicação profissional de flúor”; enquanto que “em outros, é preciso tratar uma retração gengival, uma cárie, uma fissura ou uma restauração deteriorada”. “A consulta, seja presencial ou por videoconsulta quando for o caso, ajuda a distinguir um incômodo pontual de um problema que requer abordagem clínica”, concluiu.
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