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MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
O chefe da equipe de urologia do Hospital Ruber Internacional e Ruber Internacional Centro Médico Habana, Miguel Sánchez Encinas, advertiu que a redução da atividade sexual em homens com mais de 50 anos de idade aumenta o risco de disfunção erétil.
"Os homens que fazem sexo menos de uma vez por semana têm o dobro do risco de sofrer de disfunção erétil, em comparação com aqueles que mantêm atividade sexual semanal", disse o especialista.
Segundo ele, a disfunção erétil não é apenas um problema sexual, pois pode ser um sintoma de problemas cardiovasculares, como hipertensão, tabagismo ou diabetes. Ele também enfatizou que ter relações sexuais regulares também traz benefícios cardiovasculares, hormonais e psicológicos.
Sánchez destacou que as consultas urológicas mais comuns em homens incluem problemas de próstata, disfunção erétil e pedras nos rins, enquanto no caso das mulheres destacam-se as infecções urinárias, a incontinência e os mesmos problemas renais.
CIRURGIA ROBÓTICA
Em sua opinião, a abordagem a essas patologias melhorou significativamente graças aos avanços tecnológicos. "A cirurgia robótica e técnicas como a enucleação a laser ou a terapia térmica estão transformando o tratamento da patologia da próstata", disse o médico, que também apontou para novos procedimentos como a 'Aquablação'.
Nesse sentido, ele ressaltou que a urologia é uma especialidade com um futuro robótico. "A robotização cirúrgica não substitui o cirurgião, mas melhora a precisão e a segurança. E, em breve, graças à inteligência artificial, poderemos detectar riscos antes que a doença apareça", enfatizou.
No entanto, o especialista incentivou o público a quebrar tabus e consultar um médico aos primeiros sinais de disfunção urinária ou sexual, para não normalizar patologias como bexiga hiperativa, incontinência ou problemas de ereção, para as quais existem tratamentos eficazes.
Por fim, Sánchez advertiu contra o uso de medicamentos comprados pela Internet sem supervisão médica, pois eles podem ter "consequências graves". "Não existem remédios milagrosos. A saúde sexual é uma parte essencial do bem-estar geral e deve ser tratada por especialistas", concluiu.
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