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MADRID 18 fev. (Portaltic/EP) - A Meta considerou utilizar um modelo de IA para simular a atividade de um usuário nas redes sociais, compartilhando publicações e interagindo como essa pessoa faria, após uma longa pausa nas plataformas ou, mesmo, após sua morte, embora não vá implementar essa tecnologia.
As redes sociais têm suas próprias políticas sobre o que fazer quando o proprietário de uma conta falece. No caso de plataformas como Instagram ou Facebook, elas permitem que os familiares e amigos do usuário em questão mantenham esses perfis, em um formato de contas comemorativas. Essas contas bloqueiam o perfil para proteger a privacidade da pessoa falecida, mas não o excluem, para que suas memórias nas redes sociais possam ser preservadas. Além disso, é possível selecionar “contatos legados”, ou seja, perfis de outros usuários, para continuar gerenciando seu perfil. No entanto, a Meta vem considerando outro ponto de vista completamente diferente para contas de usuários que “fazem uma longa pausa” ou que faleceram, usando um modelo de IA capaz de simular a atividade do usuário na rede social.
Especificamente, o modelo de linguagem foi projetado para “simular o usuário quando ele está ausente do sistema de redes sociais” e sua patente foi aprovada no final de dezembro do ano passado, embora tenha sido registrada pela primeira vez em 2023 sob a autoria do diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth.
Nesse sentido, o modelo de linguagem em questão poderia compartilhar novas publicações e interagir na rede social por meio de "curtidas" e respondendo ao conteúdo compartilhado por pessoas reais, com a conta do usuário falecido, imitando seu comportamento como se ele ainda a estivesse usando.
Isso porque, de acordo com o documento da patente e conforme relatado pela Business Insider, o impacto nos usuários seguidores “é muito mais severo e permanente” se, quando o usuário falece, ele não volta a interagir na rede social.
Portanto, o modelo de IA foi concebido para tentar preencher o vazio deixado pelo perfil do usuário nas redes sociais e, para imitar seu comportamento, foi proposto um treinamento baseado em dados específicos do usuário. Ou seja, ele observaria sua atividade na rede social, seus comentários ou "curtidas" em determinados conteúdos, para entender como essa pessoa agiria.
No entanto, um porta-voz da Meta esclareceu em declarações ao meio citado que, por enquanto, não há planos de “levar adiante esse exemplo”. Além disso, explicou que, embora apresentem patentes para divulgar conceitos, uma patente aprovada não significa necessariamente que a empresa irá realizar esse conceito ou implementar essa tecnologia.
Com tudo isso, embora a Meta não pretenda implementar essa opção no Instagram ou no Facebook, deve-se levar em conta que seu CEO, Mark Zuckerberg, já abordou esse assunto em uma entrevista com o podcaster Lex Fridman em 2023, quando detalhou que, se você perdeu um ente querido, “pode haver maneiras de interagir ou reviver certas memórias”.
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