MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -
A Rede Espanhola de Pesquisa sobre Covid Persistente (REiCOP) comemorou nesta sexta-feira a inclusão em julho desta doença no Plano Operacional 2025-2028 da Estratégia de Enfrentamento da Cronicidade, considerando que é um "passo histórico" que marca um "antes e depois" no tratamento desta doença.
Durante uma conferência promovida pela Sociedade Espanhola de Médicos Gerais e de Família (SEMG), diferentes especialistas destacaram que essa é uma medida que esses pacientes vêm pedindo há anos e que lhes proporcionará um atendimento "contínuo e coordenado" dentro do Sistema Nacional de Saúde (SNS).
Essa medida também abre as portas para que as comunidades autônomas desenvolvam planos específicos que incluam desde o treinamento de profissionais até a criação de circuitos de atendimento multidisciplinar.
Além de reforçar a importância de investir em pesquisa, atendimento integral e apoio psicossocial, a presidente da REiCOP e da SEMG, Pilar Rodríguez Ledo, destacou a urgência de se chegar a uma definição comum para melhorar a abordagem da doença.
Esse é um dos objetivos de uma pesquisa da REiCOP, que é financiada pelo Instituto de Salud Carlos III (ISCIII) para criar uma definição probabilística, uma ferramenta semelhante às usadas na insuficiência cardíaca ou na artrite reumatoide, usando redes neurais e Inteligência Artificial.
Também busca definir critérios de diagnóstico e diferentes perfis clínicos e biológicos de indivíduos afetados, bem como identificar fatores de risco, o que permitirá avançar na previsão de seu desenvolvimento, na personalização de sua abordagem e na determinação de possíveis respostas ao tratamento.
IMPACTO DA COVID PERSISTENTE EM CRIANÇAS
A conferência também serviu para explicar como a Covid persistente tem um impacto em menores, tanto psicossocial quanto acadêmico, pois os sintomas físicos acabam levando a ausências repetidas da escola, menor desempenho escolar e problemas de atenção.
Em um nível emocional, todos esses sintomas podem levar à ansiedade, depressão ou sentimentos de isolamento social. Da mesma forma, a família pode ser afetada pela sobrecarga de cuidados e pela necessidade de adaptar a vida cotidiana do ambiente familiar.
Por todos esses motivos, especialistas e pacientes destacaram a importância de os sistemas de educação e saúde trabalharem de forma coordenada para atender às necessidades das crianças afetadas, evitando que a doença provoque desigualdades sociais e educacionais crônicas.
Para isso, são necessários recursos específicos, como protocolos escolares, apoio psicológico e circuitos de saúde adaptados à faixa etária pediátrica.
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