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MADRID, 17 mar. (EUROPA PRESS) -
A Farmaindustria divulgou um relatório elaborado pela consultoria Charles Rivers Associates (CRA) para a Federação da Indústria Farmacêutica Europeia (Efpia), que mostra que recuperar a competitividade em relação aos Estados Unidos e à China traria 200 novos medicamentos e quase 18 bilhões de euros para a economia europeia na próxima década.
“Reforçar a atratividade da Europa para o investimento farmacêutico não só apoiará o crescimento econômico e a segurança, mas também garantirá que os pacientes europeus se beneficiem mais rapidamente dos avanços médicos da próxima geração”, afirmou, nesse sentido, a diretora-geral da referida Federação, Nathalie Moll.
Este trabalho, intitulado “Avaliação da competitividade europeia como sede para a indústria das ciências da vida”, expõe que, a cada ano, as empresas farmacêuticas investem 55 bilhões de euros em P&D na União Europeia (UE), empregam cerca de 2,3 milhões de pessoas e geram mais de 366 bilhões de euros em exportações. De fato, o crescimento anual, entre 2018 e 2022, na fabricação, foi superior ao da China.
Sem a indústria farmacêutica, a balança comercial da UE passaria de um superávit de 133 bilhões de euros para um déficit de 88 bilhões. No entanto, os concorrentes estão avançando mais rapidamente e com políticas comerciais muito agressivas para conquistar quota neste setor estratégico, circunstância diante da qual se lembrou que, em ensaios clínicos, a Europa passou de abrigar 22% das pesquisas iniciadas em 2013 para 12% em 2023.
LIDERANÇA DA ESPANHA EM ENSAIOS CLÍNICOS
Nesse aspecto, a Espanha se destaca como o único país da Europa que está ganhando participação de mercado, mas essa liderança está em risco e são necessárias medidas urgentes para reverter a tendência. Por isso, foi solicitado este relatório, que analisa indicadores em torno de quatro áreas-chave para atrair investimento, que são “Pesquisa e inovação”, “Produção”, “Regulamentação” e “Políticas comerciais”.
Este documento aponta que, se a Europa aumentar sua taxa de crescimento anual de 5,4% para 8,5% (os Estados Unidos crescem 6,4% e a China 12,1%), geraria 105 bilhões de euros adicionais em investimentos das empresas em 10 anos. Além disso, aumentar a participação europeia em ensaios clínicos geraria, na próxima década, 82 mil empregos e a possibilidade de mais 158 mil pacientes terem acesso a estudos clínicos.
Outro ponto destacado neste texto é a inovação, pois se a Europa agilizar os procedimentos regulatórios, seria possível desenvolver cerca de cem medicamentos inovadores nos próximos 10 anos. Diante disso, e dos demais aspectos apontados, a Lei de Biotecnologia da UE, que está em fase de consulta pública, representa uma grande oportunidade para reforçar a competitividade europeia e melhorar a atratividade do continente para o investimento em P&D.
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