Publicado 06/08/2026 07:08

Recomendações oficiais para o eclipse: óculos certificados, não usar câmeras sem filtro e ficar de olho nos animais de estimação

O governo alerta que, em eclipses anteriores, surgiram inúmeras falsificações de óculos que não atendiam aos requisitos de segurança

Um telescópio no Terraço de Verão do Centro Cultural Alcazaba, em Mérida.
AYUNTAMIENTO DE MÉRIDA

MADRID, 6 ago. (EUROPA PRESS) -

A Comissão Interministerial para a Série de Três Eclipses publicou, no mês de maio passado, um documento com recomendações para a observação segura do eclipse, destinadas ao público em geral, e que fazem parte do Plano de Prevenção voltado para os serviços de proteção civil das administrações, no qual atua a Secretaria-Geral de Proteção Civil e Emergências do Ministério do Interior.

Nesse sentido, enfatiza-se a necessidade de observar o fenômeno com óculos certificados, bem como de não olhar para o Sol através de câmeras ou telescópios sem filtro específico.

Olhar para o Sol sem a proteção adequada pode causar queimaduras na mácula e perda permanente da visão. “Os óculos certificados pela norma ISO 12312-2:2015 são o único método seguro para observar diretamente o Sol durante as fases parciais do eclipse, pois bloqueiam a radiação intensa que pode causar retinopatia solar. Os óculos de sol, por mais escuros que sejam, não oferecem essa proteção”, afirma o documento.

Durante eclipses anteriores, surgiram inúmeras falsificações que não atendiam aos requisitos mínimos de segurança; por isso, o documento insta os cidadãos a verificarem a origem, a certificação e a fabricação dos óculos para garantir a proteção.

Nesse sentido, alerta que mesmo óculos homologados podem ser perigosos se estiverem arranhados, deformados ou perfurados: “Esses óculos devem ser descartados imediatamente se apresentarem danos, pois um defeito mínimo permite a entrada de luz solar concentrada”.

Também são detalhadas medidas para evitar riscos ambientais e incêndios florestais, além de conselhos sobre segurança logística, como planejar deslocamentos com antecedência, levar suprimentos básicos ou estabelecer protocolos familiares ou de grupo.

Quanto aos riscos à saúde, o documento oferece dicas para prevenir insolação e desidratação, como consultar o índice de radiação UV antes da exposição; para evitar picadas de insetos, como usar repelentes autorizados ou usar roupas de manga comprida e calças compridas; ou, para prevenir a transmissão de doenças em eventos com grande aglomeração, recomenda-se manter uma higiene adequada das mãos ou cobrir a boca e o nariz ao tossir e/ou espirrar.

O guia destaca que grandes aglomerações podem causar quedas, tonturas, ansiedade e dificuldades para ter acesso à água ou a atendimento médico; por isso, recomenda não se deslocar a locais superlotados se não for necessário e, caso se encontre em um local superlotado, conhecer e seguir as normas de segurança e as orientações das autoridades

SUPERVISIONAR MENORES DE IDADE OU PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Menores de idade podem tirar os óculos acidentalmente ou olhar por curiosidade sem proteção. Eventos anteriores mostram que esse é um dos principais fatores evitáveis de lesões. Pessoas com dependência também podem precisar de ajuda para garantir o uso adequado dos óculos de proteção.

Os óculos só podem ser retirados durante todo o eclipse, que é o único momento em que a Lua bloqueia completamente o disco solar.

Assim que aparecer o primeiro clarão, a luminosidade pode causar danos à retina; por isso, é imprescindível recolocar os óculos imediatamente. A fase total ocorrerá apenas nos eclipses de 2026 e 2027; no eclipse anular de 2028, não há período de totalidade e os óculos de proteção devem ser usados o tempo todo.

O governo prevê engarrafamentos graves e prolongados antes e depois do eclipse, com horas de congestionamento nas rodovias principais e secundárias; por isso, pede que se evitem deslocamentos desnecessários, especialmente durante a escuridão repentina, e que se tenha extrema cautela ao dirigir, além de seguir as normas de segurança no trânsito. Da mesma forma, planejar rotas e horários é fundamental para evitar engarrafamentos.

ESTACIONAR SOMENTE EM ÁREAS AUTORIZADAS

A observação do eclipse em locais improvisados causou incidentes e riscos no trânsito em eventos anteriores. Recomenda-se estacionar apenas em áreas autorizadas para não comprometer a própria segurança nem a de outros motoristas.

Durante eclipses anteriores, houve saturação dos serviços, interrupções pontuais no abastecimento e longas esperas. Ter água, comida e combustível garantem autonomia em caso de congestionamento grave.

Por outro lado, o guia recomenda controlar os animais de estimação, já que a escuridão repentina pode alterar seu comportamento. Mantê-los sob controle evita perdas ou reações inesperadas.

Os especialistas pedem aos cidadãos dos municípios da faixa de totalidade que observem o eclipse de suas casas, “o que não apenas reforça o vínculo com suas raízes, mas também permitirá desfrutar desse extraordinário evento astronômico de forma tranquila e segura, reduzindo riscos e melhorando a experiência”. Caso não seja possível observar o eclipse em seu município, recomenda-se que se dirijam às áreas de observação indicadas pelas autoridades.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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