O governo alerta que, em eclipses anteriores, surgiram inúmeras imitações de óculos que não cumpriam os requisitos de segurança
MADRID, 21 maio (EUROPA PRESS) -
A Comissão Interministerial para o Trio de Eclipses publicou nesta quinta-feira um documento que reúne recomendações para a observação segura do eclipse, dirigidas ao público em geral, e que fazem parte do Plano de Prevenção destinado aos serviços de proteção civil das Administrações, no qual trabalha a Secretaria-Geral de Proteção Civil e Emergências do Ministério do Interior.
Nesse sentido, enfatiza-se a necessidade de observar o fenômeno com óculos certificados, bem como de não olhar para o sol através de câmeras ou telescópios sem filtro específico.
Olhar para o sol sem a proteção adequada pode causar queimaduras na mácula e perda permanente da visão. "Os óculos certificados pela norma ISO 12312-2:2015 são o único método seguro para observar diretamente o Sol durante as fases parciais do eclipse, pois bloqueiam a radiação intensa que pode causar retinopatia solar. Os óculos de sol, por mais escuros que sejam, não oferecem essa proteção”, afirma o documento.
Durante eclipses anteriores, surgiram inúmeras falsificações que não cumpriam os requisitos mínimos de segurança; por isso, o documento insta os cidadãos a verificarem a origem, a certificação e a fabricação dos óculos para garantir a proteção.
Nesse sentido, alerta que mesmo óculos homologados podem ser perigosos se estiverem riscados, deformados ou perfurados: “Esses óculos devem ser descartados imediatamente se apresentarem danos, pois um defeito mínimo permite a entrada de luz solar concentrada”.
Também são detalhadas medidas para evitar riscos ambientais e incêndios florestais, além de incluir conselhos de segurança logística, como planejar deslocamentos com antecedência, levar suprimentos básicos ou estabelecer protocolos familiares ou de grupo.
Quanto aos riscos à saúde, o documento oferece conselhos para prevenir insolação e desidratação, como consultar o índice de radiação UV antes da exposição; para evitar picadas de insetos, como usar repelentes autorizados ou usar roupas de manga comprida e calças compridas; ou, para prevenir a transmissão de doenças, por se tratar de um evento de grande aglomeração, recomenda-se manter uma higiene adequada das mãos ou cobrir a boca e o nariz ao tossir e/ou espirrar.
O guia destaca que grandes aglomerações podem causar quedas, tonturas, ansiedade e dificuldades para ter acesso a água ou atendimento médico; por isso, recomenda não se deslocar a locais lotados se não for necessário e, caso se encontre em um local lotado, conhecer e seguir as normas de segurança e as orientações das autoridades
SUPERVISIONAR MENORES DE IDADE OU PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Menores de idade podem retirar os óculos acidentalmente ou olhar por curiosidade sem proteção. Eventos anteriores mostram que esse é um dos principais motivos evitáveis de lesões. Pessoas com dependência também podem precisar de ajuda para garantir o uso correto dos óculos de proteção.
Os óculos só podem ser retirados durante a fase total do eclipse, que é o único momento em que a Lua bloqueia completamente o disco solar.
Assim que aparecer o primeiro clarão, a luminosidade pode danificar a retina; por isso, é imprescindível recolocar os óculos imediatamente. A totalidade só ocorrerá nos eclipses de 2026 e 2027; no eclipse anular de 2028 não há período de totalidade e os óculos de proteção devem ser usados o tempo todo.
O governo prevê congestionamentos graves e prolongados antes e depois do eclipse, com horas de engarrafamentos nas rodovias principais e secundárias; por isso, pede que se evitem deslocamentos desnecessários, especialmente durante a escuridão repentina, e que se tenha extrema cautela ao dirigir e se sigam as normas de segurança no trânsito. Da mesma forma, planejar rotas e horários é fundamental para evitar engarrafamentos.
ESTACIONAR SOMENTE EM ÁREAS AUTORIZADAS
A observação do eclipse em locais improvisados causou incidentes e riscos no trânsito em eventos anteriores. Recomenda-se estacionar somente em áreas autorizadas para não comprometer a segurança própria nem a de outros motoristas.
Durante eclipses anteriores, houve saturação dos serviços, interrupções pontuais no abastecimento e longas esperas. Ter água, comida e combustível garante autonomia em caso de congestionamento grave.
Por outro lado, o guia recomenda controlar os animais domésticos, já que a escuridão repentina pode alterar seu comportamento. Mantê-los sob controle evita perdas ou reações inesperadas.
Os especialistas pedem aos cidadãos dos municípios da faixa de totalidade que observem o eclipse de suas casas, “o que não apenas reforça o vínculo com suas raízes, mas também permitirá desfrutar deste extraordinário evento astronômico de forma tranquila e segura, reduzindo riscos e melhorando a experiência”. Caso não seja possível observar o eclipse de seu município, recomenda-se que se dirijam às zonas de observação recomendadas pelas autoridades.
O documento foi apresentado nesta quinta-feira na quarta reunião da Comissão Interministerial para o Trio de Eclipses, presidida pelo secretário de Estado da Ciência, Inovação e Universidades, Juan Cruz Cigudosa, da qual participaram representantes de outros 12 ministérios e 17 Comunidades Autônomas.
Cigudosa agradeceu “o esforço e a coordenação de todos os envolvidos na organização do evento do eclipse, que terá grande repercussão social, econômica e turística” e destacou que “com essas recomendações, o Governo deseja que os cidadãos disponham de informações comprovadas para se prepararem para aproveitá-lo”.
Por outro lado, o Ministério do Interior está trabalhando em um Plano Integral de Segurança que incluirá, entre outros, um plano específico da Direção-Geral de Trânsito, voltado para acessos e retornos; um plano de mobilidade do Ministério dos Transportes e Mobilidade Sustentável; e a definição dos dispositivos de segurança em cada âmbito territorial. Ele também conterá diretrizes de coordenação e orientação com relação às ações a serem implementadas pelas Forças e Órgãos de Segurança em suas respectivas áreas de responsabilidade.
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